terça-feira, 7 de maio de 2013

Energia elétrica será mais barata fora do horário de pico


Os consumidores que aderirem ao novo modelo de cobrança da energia elétrica, chamado "tarifa branca", terão uma redução na conta de luz.
O modelo entra em vigor a partir de janeiro do próximo ano e estabelece que as distribuidoras de energia terão de cobrar desses clientes valores diferenciados para o uso da rede durante o horário de pico, aplicando uma tarifa mais cara, e para o uso da energia fora do horário de pico, que será mais barata.
"Basta que a pessoa não ligue o chuveiro ou a TV na hora de ponta, entre 18h e 21h. A redução deve ser considerável, até 45%", estima o diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Edvaldo Alves de Santana.
Para que essa nova marcação seja possível, as empresas terão de trocar os antigos relógios contadores por medidores mais modernos.
De acordo com regulamento da Aneel, as elétricas podem repassar esse custo de equipamento para o consumidor, na próxima fatura.
Para realizar a troca, o cliente terá de contatar a empresa, que precisa realizar o serviço em um prazo de 30 dias.

CONSULTA PÚBLICA

A Aneel já havia autorizado o novo modelo de cobrança desde 2011, mas ainda há alguns acertos a fazer antes do modelo passar a vigorar.
Nesta terça-feira (7), por exemplo, a agência submeteu a uma nova consulta pública o regulamento para colher "subsídios adicionais" para aplicação da medida.
Entre as alterações feitas neste novo dispositivo está a inclusão dos consumidores, que já são beneficiados pela tarifa social, no novo modelo.
Assim que o regulamento foi lançado, eles não faziam parte da lista de beneficiados por consumir 'valores irrisórios'. Na nova proposta esse consumo é considerado "relativamente pequeno" --portanto, passa a ser considerado no plano.
De acordo com o diretor Edvaldo Santana, a medida ajuda a desobstruir as redes de transmissão de energia nos horários de maior demanda, o que significa possibilidade de menor investimento das empresas.
A consulta pública ocorrerá de 8 de maio a 8 de agosto.

CALL CENTER

A Aneel também aprovou resolução para apertar os critérios de qualidade para as distribuidoras de energia.
Segundo o texto, as empresas deverão tentar agilizar o tempo de resposta ao cliente nas questões que forem levantadas pelo serviço de call center.
"Percebemos que as pessoas estavam ligando direto para a Aneel quando queriam reclamar, porque nosso prazo para intermediar uma solução entre consumidor e empresa é de 19 dias. Pelo SAC das empresas o prazo era de 30 dias. Agora queremos que seja de 15", disse o diretor Edvaldo Santana.
As empresas que não obedecerem os prazos serão multadas, mas o valor ainda não foi determinado pela reguladora.
O número de reclamações registradas contra uma empresa também servirá para aplicação de multa pela Aneel. A partir da definição de uma meta, todas as empresas que superarem o patamar serão penalizadas.
O documento passa por consulta pública de 9 de maio a 10 de junho.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cadeira de rodas do futuro


Cadeira de rodas do futuro atinge 6 km/h e deve revolucionar mobilidade

O Ropits pesa 204 kg e possui velocidade máxima de 5,9 km/h

Um miniveículo projetado para a mobilidade de pessoas idosas ou doentes pode revolucionar o conceito de transporte no mundo. Pelo menos é isso que afirma a publicação americana Fast Company ao apresenar o Ropits (Robô de Sistema Pessoal e Transporte Inteligente). No veículo, o motorista pode especificar onde quer ir por meio de um tablet no painel.
O veículo pesa cerca de 200 kg Foto: Reprodução
O veículo pesa cerca de 200 kg
Foto: Reprodução
Além disso, o Ropits pesa 204 kg e possui velocidade máxima de 5,9 km/h, afirmou a publicação. O veículo, que é movido por uma bateria de lítio, tem GPS, câmera e sensores de lase para não esbarrar nas pessoas e tem fácil acesso à cabine. Ele foi testado pelas ruas do Japão em 2011 e possui margem de erro de apenas 1m, porém ainda não há estimativa de preço.

domingo, 31 de março de 2013

AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ENERGIA SOLAR – UM DILEMA PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL
10/04


Energia solar é o nome dado a qualquer tipo de captação de energia luminosa proveniente do sol e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica. O Brasil é o 10º no ranking mundial de utilização da energia do sol como matriz energética, depois de China, Israel, Áustria, Índia, Turquia, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Austrália. Há décadas, as políticas públicas desses países incentivam a utilização dessa fonte alternativa de energia nas residências, indústrias, hotéis, hospitais, entre outros estabelecimentos.

Na Europa, a dificuldade na obtenção de energia gerou oportunidade para o desenvolvimento de tecnologias alternativas, entre elas a solar. Os três maiores adeptos da tecnologia solar são Chipre, Israel e Áustria, nessa sequência, em número de sistemas comparado à população. Nos primeiros casos, 95% das casas usam aquecedores solares. Na Áustria, 35% delas. Nesses países, o astro rei reduz custos e poluição ao substituir a queima de combustíveis fósseis.

No Brasil, a matriz energética está baseada em hidrelétricas. Apesar de possuir excelentes condições de incidência solar em todas as regiões, essa tecnologia está avançando devagar no país. As matérias primas utilizadas na fabricação dos equipamentos são cobre, alumínio, aço inoxidável, vidro e termoplásticos, o que comprova que o país tem toda a infraestrutura para desenvolver a tecnologia e negócios do setor. A energia solar térmica, usada para o aquecimento de água, é considerada uma tecnologia ingressante no mercado nacional. Ela foi valorizada nos últimos anos devido aos seus atributos de baixo custo e preservação do meio ambiente.

Nesse caso, a energia solar substitui o gás e a eletricidade no aquecimento de água, seja no setor industrial, de comércio e serviços, como também em residências. A cadeia produtiva de tecnologia solar brasileira conta com cerca de duzentas empresas. Praticamente todas produzem reservatórios térmicos e coletores solares (ou placas). Há cerca de um milhão de estabelecimentos públicos, comerciais, industriais e residenciais que adotaram a tecnologia. A maior fatia está no segmento residencial (66%), seguido pelas piscinas (17%). Cerca de 80% delas são micro e pequenas empresas, concentradas nas regiões Sudeste e Sul.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ENERGIA SOLAR

VANTAGENS

As centrais necessitam de manutenção mínima.
A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
A energia solar não polui durante sua produção. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
Os painéis solares são a cada dia mais potentes e seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território. Em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética e a perda de energia que ocorreria na transmissão.
DESVANTAGENS

Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja).
Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que a energia gerada por ele.
Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve). E durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a existência de meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
Locais em latitudes médias e altas (Finlândia, Islândia, Nova Zelândia, Sul da Argentina, Chile…) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres…), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
Fato é que a energia solar é um dos temas mais polêmicos entre aqueles que envolvem de alguma maneira a construção civil. Tire suas próprias conclusões, caro leitor.





sábado, 23 de março de 2013

O que é Arduino?


O que é um Arduino?
Arduino é uma ferramenta para criar computadores que podem sentir e controlar mais o mundo que seu PC. Ele é uma plataforma física de computação de código aberto baseado numa simples placa microcontroladora, e um ambiente de desenvolvimento para escrever o código para a placa.

O Arduino pode ser usado para desenvolver objetos interativos, admitindo entradas de uma séria de sensores ou chaves, e controlando uma variedade de luzes, motores ou outras saídas físicas. Projetos do Arduino podem ser independentes, ou podem se comunicar com software rodando em seu computador (como Flash, Processing, MaxMSP.). Os circuitos podem ser montados à mão ou comprados pré-montados; o software de programação de código-livre pode ser baixado de graça.

A linguagem de programação do Arduino é uma implementação do Wiring, uma plataforma computacional física semelhante, que é baseada no ambiente multimídia de programação Processing.



Como eu posso obter um Arduino?
Você pode comprar de um dos distribuidores listados na página de compras. Se você preferir montar o seu próprio, veja oCircuito Serial Arduino de Lado Único, que pode ser facilmente impresso e montado.

Quem faz os circuitos do Arduino?
A maioria dos circuitos oficiais do Arduino são fabricados pela SmartProjects na Itália. O Arduino Pro, Pro Mini e LilyPad são fabricados pela SparkFun Electronics (uma companhia estado-unidense). O Arduino Nano é fabricado pela Gravitech (também uma companhia estado-unidense).

O Arduino é de código aberto?
Sim. O código do ambiente Java é liberado sob a licença GPL, as bibliotecas microcontroladoras C/C++ sob LGPL, e os esquemas e arquivos CAD sob Creative Commons Attribution Share-Alike.

Eu quero projetar minha própria placa. O que devo fazer?
Os projetos de referência do Arduino estão disponíveis na página de hardware. Eles são licenciados sob Creative Commons Attribution Share-Alike, portanto você é livre para usá-los e adaptá-los às suas necessidades próprias sem precisar pedir autorização ou pagar taxas. Se você pretende criar algo de interesse da comunidade, nós o encorajamos a discutir suas ideias no fórum de desenvolvimento de hardware para que usuários em potencial possam dar sugestões.

Como eu devo nomear minhas placas?
Se você está construindo sua própria placa, invente seu próprio nome! Isso permitirá que as pessoas identifiquem seu produto e o ajude a cosntruir uma marca. Seja criativo: tente sugerir para que as pessoas usarão a placa, ou enfatizar seu formato, ou simplesmente um nome qualquer que seja legal. “Arduino” é uma marca comercial da equipe Arduino e não deve ser utilizado em variantes não oficiais.. Se você quer que seu projeto seja incluído na lista oficial de produtos Arduino, por favor, veja o documento Então você quer fazer um Arduino e entre em contato com a equipe Arduino. Note que não queremos restringir o uso do sufixo “duino”, ele causa arrepios nos italianos da equipe (aparentemente isso soa terrível); talvez você queira evitá-lo.

Posso construir um produto comercia baseado no Arduino?
Sim, com as seguintes condições:
Anexar fisicamente um circuito Arduino dentro de um produto comercia não requer que você divulgue ou torne público qualquer informação de seu projeto.
Derivações do projeto de um produto comercial dos arquivos Eagle para um circuito Arduino requerem que você libere as modificações sobre a mesma licença Creative Commons Attribution Share-Alike. Você pode fabricar e vender o produto resultante.
Usar o núcleo e bibliotecas do Arduino para o firmware de um produto comercial não requer que você publique o código fonte do firmware. A licença LGPL, no entanto, requer que você disponibilize arquivos que permitam a religação do firmware com versões atualizadas do núcleo e bibliotecas do Arduino. Qualquer modificação no núcleo ou bibliotecas deve ser liberada sob licença LGPL.
O código fonte do ambiente do Arduino é coberto pela licença GPL, que requer que quaisquer modificações sejam de código-livre e sob a mesma licença. Ela não proíbe a venda de derivações ou sua inclusão em produtos comerciais.

Em todos os casos, os requerimentos exatos são determinados pela licença aplicável. Além disso, veja perguntas anteriores para mais informações do uso do nome “Arduino”.

Como posso rodar o ambiente Arduino no Linux?
Veja instruções para Ubuntu Linux, Debian Linux, Gentoo Linux, Linux, ou Linux no PPC. Este tópico tem mais informações. Ou ainda, você pode usar o Arduino via linha de comando, sem precisar instalar o Java.

Posso programar o circuito do Arduino em C?
De fato, você já programa; a linguagem do Arduino é meramente um conjunto de funções C/C++ que podem ser chamadas em seu código. Seu esboço sofre pequenas mudanças (como geração automática de protótipos de funções) e então é passado diretamente para um compilador C/C++ (avr-g++). Todas as construções padrão C e C++ suportadas pelo avr-g++ devem funcionar no Arduino. Para mais detalhes, veja a página Processo de construção do Arduino.

Posso usar um ambiente diferente para programar o Arduino?
É possível compilar programas para o Arduino usando um Makefile e a linha de comando. Se você consegue fazer seu ambiente rodar, então você está pronto.

Posso usar um Arduino sem o software Arduino?
Claro. Ele é apenas uma implementação de um circuito AVR, você pode usar diretamente AVR C or C++ (com avr-gcc e avrdude ou AVR Studio) para programá-lo.

Posso usar o software do Arduino com outros circuitos AVR?

Sim, embora seja necessário modificar as bibliotecas do núcleo do Arduino. Veja a página de outros hardwares para detalhes.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Arduino

Rio, 21 de março 2013.

Começo a estudar a Plataforma de Baixo Processamento Arduino, modelo este, de equipamentos embarcados que este interlocutor acha extremamente produtivo, pela simples razão de ser autonoma, ou seja sem intervenção humana, conseguimos processar grande quantidade de dados, e isto por si só ja bastaria para defender este modelo de Processamento.


Minha vontade é explorar toda a cadeia da Tecnologia Embarcada, para isto conto com a ajuda de diversas pessoas e empresas dando suporte técnico para se atingir uma excelência, em relação a gestão dos periféricos e suas possibilidades.

Comecei a entender a dificuldade da Programação em Baixa Plataforma, suas nuancias e "macetes", em relação a conexão e exploração dos dados via PC, padrão X86, através da Linguagem de Programação Java.

Estudando as equações da física elétrica, vi ali uma rara oportunidade de unir mais de 2 setores sendo beneficiados, o que a Administração moderna, chama de "Ganha, Ganha", a Energia Limpa e Sustentável e Acessibilidade Inclusiva, onde a deficiência é suprida pela tecnologia.

Em breve teremos novidades, apartir dai, conversamos mais, estou aceitando sugestões,

André

segunda-feira, 18 de março de 2013

Garrafa quadradada?

Garrafa quadrada pode deixar transporte de cerveja mais sustentável

Publicado em 20 de agosto de 2012

Um designer francês (Petit Romain) divulgou um projeto que pode transformar a maneira como as pessoas bebem cerveja e até mesmo a forma como a bebida é transportada e comercializada. A novidade consiste em uma garrafa quadrada.

O pequeno bloco armazena cerveja em quantidade individual e tem como principal vantagem a facilidade com o armazenamento. Quando acomodadas em caixas, elas ocupam perfeitamente todos os espaços, algo que não ocorre com as garrafas tradicionais.

O conceito foi desenvolvido com a marca Heineken. Porém, no site do designer não existe informação se a empresa solicitou ou chegou a apoiar a ideia com o intuito de colocar o modelo à disposição no mercado.

Em termos sustentáveis o projeto é bastante efetivo. Um caminhão seria capaz de transportar uma quantidade muito maior de garrafas em cada viagem, o que, consequentemente, reduziria as emissões de combustíveis fósseis e também os gastos com logística.

Na década de 60 a cervejaria holandesa lançou uma edição limitada de uma garrafa quadrada, que fugia totalmente aos padrões dos engradados de cerveja. O intuito do design era torná-la útil à construção civil, podendo substituir o uso de tijolos nas edificações.

Borás, Suécia, a cidade campeã em coleta de seus resíduos.

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Publicado em 20 de abril de 2012
A cidade de Boras, na Suécia, tem 105 000 habitantes, 1 500 indústrias e nem 1 grama de lixo. Seus resíduos têm três destinos: 42% são incinerados e convertidos em energia elétrica, 30% são tratados biologicamente e transformados em biocombustível e 27% são reciclados. A reciclagem é feita inteiramente pela população, que se encarrega de separar e levar o material até os postos de coleta espalhados por toda a cidade.

Caminhões recolhem o lixo orgânico (em sacos pretos, destinados à obtenção de biogás em usina inteiramente automatizada) e o resto (em sacos brancos, incinerados em fornos não poluentes). Menos de 1% do lixo é enterrado, porque o imposto para usar aterro é muito alto. O modelo foi iniciado em 1988, com 300 famílias, e é exportado – a universidade local presta assessoria de reaproveitamento de lixo a cidades no mundo inteiro , brasileiras, inclusive (Macaé, no Rio de Janeiro, e Sobral, no Ceará). Localmente, a experiência deu tão certo que falta lixo: o município hoje importa detritos da Noruega para gerar mais energia limpa.

E o esforço continua. O diretor da escola de engenharia da Universidade de Boras, Hans Björk, diz: “Depois do lixo zero, nosso investimento agora é na eliminação total dos combustíveis fósseis”