quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Preço da energia solar cai entre 15% e 20%



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Foto: Getty Images
A energia solar ganha competitividade no Brasil
Apesar de ainda ser uma modalidade de energia pouco difundida no Brasil, a energia solar vem ganhando competitividade nos últimos anos devido ao desenvolvimento da sua cadeia fornecedora. Segundo Sérgio Marques, presidente da Bioenergy, empresa que atua no segmento de energia limpa, o preço da energia solar cai 15% a 20% ao ano, em média, com o avanço da tecnologia. Recentemente, a Bioenergy recebeu outorga da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para gerir oito empreendimentos solares no País.
"Dizer que a energia solar será uma das mais baratas daqui a cinco anos não é nenhuma leviandade", afirma. Ele acredita que deve ocorrer um movimento similar ao que aconteceu com a energia eólica. Antes vista como uma energia "de boutique", passou a ser uma alternativa mais barata do que a energia hidrelétrica.
Segundo o empresário, a vantagem dos empreendimentos de energia eólica e solar é que eles podem ser implementados de acordo com o volume de produção. São "equipamentos de prateleira" produzidos em série, que podem ser instalados à medida que a demanda cresce. É uma lógica diferente da energia hidrelétrica e da nuclear, que têm projetos sob medida para determinada demanda.
A expansão do uso da energia solar e eólica gera maior demanda de pedidos para as indústrias fornecedoras dos equipamentos, promovendo aumento de escala e queda dos preços. É isso que vem ocorrendo, segundo o executivo. A Bioenergy compra equipamentos da fornecedora brasileira Solyes, que é uma integradora de painéis fotovoltaicos. Marques estima que cerca de 40% do conteúdo seja importado de várias regiões do mundo, como China, Alemanha e Estados Unidos.
Os investimentos da Bioenergy em energia solar serão realizados na Bahia. De acordo com Marques, a companhia está se antecipando ao crescimento desta modalidade de energia e procurando se posicionar em bons sites de produção.
No entanto, a tarifa da energia solar ainda é cara - R$ 250/MWh, enquanto a eólica custa R$ 130/MWh. Por isso, ainda é difícil competir no mercado livre. A expectativa da empresa é que o governo realize um leilão no mercado regulado, o que incentivaria este setor. Até o momento, no entanto, não há sinalização de que o leilão vá ocorrer. "Infelizmente ainda preferem a termoeletricidade e não incentivam a energia solar", conclui. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Especialistas discutem energias renováveis em SP


Os aspectos das energias limpas e da eficiência energética no Brasil foram pauta de conferência promovida pela Câmara Brasil-Alemanha
Marco Túlio Pereira

Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo, por meio de seu Departamento de Meio Ambiente, em parceria com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ), realizou na terça-feira (23) a 1ª Conferência “Das Renováveis à Eficiência Energética”. O evento reuniu especialistas brasileiros e alemães em energias limpas na discussão das mais recentes inovações, dos desafios e do progresso da implantação dessas alternativas no Brasil.
Três principais fontes energéticas foram tema de debate: fotovoltaica ou solar, eólica e biogás/biomassa. Uma discussão comum às três foi o conceito de geração distribuída, assunto que vem sendo abordado nos mais importantes seminários de energias renováveis no Brasil.
Esse modelo, defendido pelos especialistas, propõe a integração de pequenas unidades privadas produtoras de energia limpa à rede elétrica nacional. O abastecimento da linha geral das concessionárias com a produção excedente levaria a uma compensação financeira para esses fornecedores, em uma regra que deve ser fixada ainda este ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Cícero Bley, superintendente de Energias Renováveis na Itaipu Binacional, apresentou em sua palestra o exemplo da hidrelétrica e do uso das fontes alternativas em suas instalações. Além dos painéis fotovoltaicos, a usina aproveita a grande concentração de material orgânico na barragem para a geração de biogás. Antes um problema em constante ascensão, impulsionado pelas mudanças climáticas e dos ciclos hidrológicos, a biomassa passou a ser uma solução inclusive em outras áreas da economia. “O biogás, produto da biomassa e matéria-prima para a geração de energia elétrica, é comum a todas as áreas do agronegócio. O Brasil deve aproveitar sua força no setor e ampliar a coleta de biogás no campo, inclusive nas pequenas propriedades rurais”, afirma Bley.
Sugestões e projetos interessantes, na área de energia fotovoltaica, reafirmaram o potencial brasileiro para a utilização massiva desse recurso. Instalação de painéis em telhados, estacionamentos e fachadas garantiriam uma melhor eficiência energética ao Brasil. Apesar do custo ainda elevado desse tipo de solução, a tendência é de queda nos preços, aumento da qualidade e perspectiva de amortização cada vez mais rápida do investimento.
A energia eólica, já utilizada em abundância em países como a Alemanha, enfrenta desafios mais burocráticos do que práticos no Brasil. Segundo informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), dos 104 parques de energia eólica do Brasil, com produção de até 2,3GW, 26 estão com suas atividades paradas, o que corresponde ao não aproveitamento de 27% dessa capacidade instalada. As licitações para a distribuição de energia são voltadas a outras empresas que não aquelas responsáveis pela produção. Dessa forma, desde 2009, essas usinas foram licitadas e construídas, enquanto as linhas de transmissão até elas ainda não foram concluídas. As outras 78 geram energia e já estão conectadas à rede.
O evento teve o patrocínio da Allianz Seguros, associada da Câmara Brasil-Alemanha.

Publicação
A Conferência é um desdobramento de uma publicação digital homônima sobre o tema, lançada pela Câmara durante a Rio+20, em setembro deste ano. Os interessados podem solicitar um exemplar gratuito enviando e-mail para mambiente@ahkbrasil.com. A retirada do material, disponível em CD, deve ser feita na sede da instituição, em São Paulo.

sábado, 3 de novembro de 2012

Energia compartilhada



MANCHETENOTÍCIAS

Por Luiz Sugimoto, do Jornal da Unicamp
 A integração energética na América do Sul traria ganhos expressivos como a complementaridade dos recursos energéticos aproveitando, por exemplo, a diversidade hidrológica entre os países; a possibilidade de aplicação de tarifas mais competitivas; e a diversificação da matriz energética de seus membros, atendendo não só aos interesses geopolíticos, como também à busca pela segurança energética. 
Diversos acordos bilaterais foram firmados ao longo dos anos, mas este processo de integração evolui de forma lenta, visto que envolve questões estratégicas, políticas e econômicas.
É com estas considerações que Luis Germán Barrientos Mujica nos introduz à sua dissertação de mestrado, em que avalia os benefícios associados à operação coordenada do Sistema Interligado Nacional (SIN) por parte do Brasil, juntamente com as usinas binacionais (Paraguai-Argentina) de Corpus e Yacyretá. Ele defendeu a dissertação junto à Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, sob a orientação do professor Secundino Soares Filho. “Em minha graduação na Universidade del Este, tive um orientador que trabalhava em Itaipu. Veio dele a sugestão para que eu fizesse o mestrado na Unicamp e também do tema para a pesquisa.”
Luis Barrientos explica que das duas usinas binacionais, Yacyretá está em operação, ao passo que a Corpus Christi ainda é um projeto cuja construção vem avançando. “A avaliação foi feita a partir de dois estudos de caso, com dados oficiais do Programa Mensal da Operação (PMO) de setembro de 2011, considerando o planejamento da expansão do parque gerador até dezembro de 2015. Os estudos de caso foram simulados em 64 cenários hidrológicos, levando em conta as séries históricas de vazões de 1931 a 1998. O primeiro cenário vai de setembro de 1931 até dezembro de 35, o segundo de setembro de 32 até dezembro de 36, e assim por diante, sempre dentro de um planejamento para 52 meses.”
O pesquisador utilizou para seus estudos o modelo ODIN (Otimização do Despacho Interligado Nacional), desenvolvido na FEEC, que é uma abordagem baseada na otimização determinística e não linear com vazões previstas e atualizadas a cada intervalo de tempo, numa abordagem denominada Modelo de Controle Preditivo (MCP). “Dessa forma é possível uma representação detalhada e individualizada das usinas hidrelétricas do sistema, viabilizando a análise que se pretende.”

Segundo Barrientos, no primeiro caso foi simulada a operação do Sistema Interligado Nacional como ocorre atualmente (de maneira desacoplada das usinas binacionais), com 147 hidrelétricas totalizando uma potência instalada de 95,6 mil megawatts (MW). A simulação considerou futuras usinas hidrelétricas como Baixo Iguaçu, com construção prevista dentro do período de planejamento abordado no estudo. A usina de Itaipu, embora seja também binacional, foi incluída como um subsistema do SIN devido à enorme dimensão e à existência de linhas de transmissão dedicadas ao escoamento de energia para pontos distintos.




Para a simulação, acrescenta Luis Barrientos, criou-se um subsistema adicional composto pelas usinas binacionais, que estão conectadas hidraulicamente aos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul do SIN. “Tomei, por exemplo, os dados sobre as defluências das usinas de Itaipu (no rio Paraná) e de Salto Caxias (no rio Iguaçu), que são as últimas no Brasil a despejar água antes de se chegar às binacionais. Mais abaixo do rio Paraná, essas defluências passam a ser afluências de Corpus e Yacyretá: é quando simulo a operação das duas binacionais para ver quanto geram com tais vazões.”

O pesquisador observa que os subsistemas do SIN e o subsistema das binacionais são acoplados hidraulicamente, mas não eletricamente. Entretanto, no segundo caso foi considerada a operação coordenada das usinas, como se as binacionais participassem do sistema brasileiro. “A partir desta otimização conjunta, calculei novamente quanto gerariam cada usina, comparando os resultados da operação coordenada com a não coordenada, com base nos valores médios de vazão, geração e turbinagem. Na prática, para promover a interligação elétrica, são necessárias linhas de transmissão, o que implica custos – mas isso não fez parte da minha pesquisa.”

Em relação aos resultados, Luis Barrientos afirma que existem cenários em que a operação coordenada concentra benefícios nas usinas brasileiras e cenários que contemplam as binacionais. “Porém, considerando a geração hidrelétrica média total, houve um aumento de 13,28 megawatts, ou 116 mil megawatts por ano. Isso significa que operando de maneira coordenada haverá um ganho de mais de R$ 11 milhões por ano, levando em conta o valor médio de 100 reais por megawatt/hora.”

Potencial - Na dissertação de mestrado, Barrientos aponta alguns benefícios da integração energética entre os países do Mercosul, como o maior aproveitamento do potencial hidráulico, a otimização do custo de geração e o aproveitamento da energia excedente, entre outros. Ele ressalta que a América do Sul é autossuficiente em insumos energéticos, detendo importantes reservas de petróleo, gás natural e recursos hídricos. “A integração energética tem assim um grande potencial, em função de um fator concreto e objetivo: há complementaridade de insumos energéticos entre os países da região, o que já possibilitou a construção de linhas de transmissão, usinas hidroelétricas e gasodutos.”

O pesquisador lembra que o processo de integração já apresentou marcos como a construção de hidrelétricas binacionais (especialmente no Cone Sul) e, ainda nos anos 90, a interconexão dos mercados elétricos nas sub-regiões do Mercosul, Comunidade Andina e países da América Central. “A complementaridade de insumos energéticos pode garantir uma segurança ímpar e estratégica, capaz de viabilizar ciclos de crescimento mais acelerados e dar maior competitividade econômica aos países da região. A base deste processo é a instalação adequada de sistemas integrados de transmissão de energia elétrica e de operação.”

Confiabilidade - Informações colhidas por Luis Barrientos dão conta de que o Sistema Interligado Nacional (SIN) foi criado com o objetivo de ampliar a confiabilidade, aperfeiçoar os recursos energéticos e homogeneizar mercados, já que o Brasil possuía vários sistemas elétricos desconectados. Isso impossibilitava uma operação eficiente das bacias hidrográficas regionais e da transmissão de energia elétrica entre as principais usinas geradoras.

O Setor Elétrico Brasileiro (SEB) possui outros sistemas, denominados Sistemas Isolados, que se concentram principalmente na Amazônia. Os estados do Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Pará e Amazonas não estão interligados ao SIN, devido à floresta densa e heterogênea, além de rios caudalosos e extensos, que dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão. O Sistema Isolado compreende 45% do território nacional, mas responde por apenas 3,4% da energia elétrica produzida no país.

O SIN abrange as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte, atendendo mais de 96% do consumo de energia no Brasil. Em dezembro de 2010 a capacidade instalada do SIN era de 107.990 MW. Esta capacidade vem de usinas hidrelétricas distribuídas por doze bacias hidrográficas nas diferentes regiões. As usinas térmicas, muitas vezes localizadas nas proximidades dos centros de carga, desempenham papel de complementação à energia hidráulica gerada e contribuem para a segurança energética do SIN.

Sobre as usinas binacionais localizadas no rio Paraná, o autor descreve que Itaipu, construída a partir de acordo entre Paraguai e Brasil, possui 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, fornecendo 16,99% da energia consumida no Brasil e abastecendo 72,91% do consumo paraguaio. A usina Yacyretá, construída no trecho que separa a Argentina do Paraguai, tem capacidade instalada de 3.200 MW, abastecendo 16% da demanda Argentina e complementando em 11% a do Paraguai. O projeto Corpus Christi, criado em 1971, prevê uma potência instalada de 2.800 MW, tendo Pindoí como local mais apropriado para a usina, devido ao menor impacto ambiental.

Publicação

Dissertação: “Benefícios associados à operação coordenada do sistema interligado nacional junto com as usinas binacionais de Corpus e Yacyretá”
Autor: Luis Germán Barrientos Mujica
Orientador: Secundino Soares Filho
Unidade: Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC)

Energia limpa à beira-mar


Na praia do Campeche, em Florianópolis, os ventos sopram a favor da natureza. Pensado com base em padrões sustentáveis, o condomínio Neo Next Generation, recém-erguido a 300 m da areia, é o primeiro residencial do país a ter energia eólica



No topo dos dois blocos de quatro andares, um par de hélices de fibra de carbono e vidro (1,20 x 7,60 m), fabricadas pela empresa americana urban Green Energy, irá gerar 20 mil kwh/ano de energia. Auxiliado por 48 coletores solares com capacidade de produção de 7 800 kwh/ano, o sistema fornecerá 6 mil litros de água quente por até dois dias aos 24 apartamentos. "Essas duas fontes cobrirão cerca de 50% do gasto energético dos prédios. o restante virá da rede elétrica", assegura o arquiteto Jaques Suchodolski, da ASAS Incorporações e Habitat, empresa responsável pelo projeto, ao lado do escritório Arte Arquitetura. "o sistema funciona até com ventos fracos, de 3,5 km/h, ou seja, quase sem interrupções", diz. Para comprar as hélices e os coletores, gastaram-se r$ 200 mil, 2% do custo total da obra. o investimento irá gerar economia de r$ 43 mil por ano no condomínio, cujos apartamentos de 138 m2 valem r$ 633 mil. 

A CHINA ESTÁ NA FRENTE 
O uso da energia eólica no Brasil ainda é muito tímido. Apenas 1,4% da oferta total de eletricidade no país vem do vento, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mas nosso potencial promete. "Poderíamos gerar 143 mil mw, e não apenas os 1 735 mw atuais", afirma o professor associado do Instituto de Eletrotécnica e Energia da universidade de São Paulo (uSP) Célio bermann. 
China e Estados unidos lideram a lista de países que investem na força eólica com, respectivamente, 62 mil mw e 47 mil mw de capacidade instalada. Lá a tecnologia e a fabricação de turbinas eólicas residenciais são incentivadas e subsidiadas pelo estado como alternativa à queima de combustíveis fósseis


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Pesquisa de Stanford visa baratear energia solar

Cientistas criaram célula de obtenção de energia à base de carbono, material que pode ser mais eficiente e bem mais barato.

Apesar de ser limpa e renovável, a energia solar ainda não é popular como deveria ser, pois ela também é cara e não tão acessível à grande parte da população. Além disso, à medida que a procura pelas chamadas células fotovoltaicas aumenta, o preço dos materiais que às compõe também dispara, o que só tem feito com que a energia solar acabe não sendo explorada da maneira correta.

Contudo, há quem busque alternativas para baratear a tecnologia. Um exemplo disso é a pesquisa realizada por alguns cientistas da Universidade de Stanford, que então no caminho certo para conseguir reverter esse jogo – e tornar essa fonte de energia renovável muito mais presente em nossas vidas.

Os pesquisadores conseguiram desenvolver células de energia solar fabricadas usando exclusivamente materiais à base de carbono. Com isso, o preço dos painéis capazes de coletar a energia poderia diminuir drasticamente.

O que os cientistas fizeram foi encontrar uma maneira de juntar três tipos diferentes de carbono. Isso, combinando-os também com o grafeno, alguns nanotubos e as chamadas buckyballs (moléculas redondas e simétricas), tudo para criar uma camada de absorção de energia diferenciada da utilizada atualmente. A professora Zhenan Bao, chefe do projeto, afirma que o carbono só traz vantagens, pois consegue trazer um grande desempenho energético a um custo extremamente baixo, ou seja, o ideal para transformar a indústria das células de energia solar.

Além disso, as novas células também facilitariam a coleta da luz do sol. Atualmente, os painéis são fabricados com silicone e trazem uma forma bastante rígida. Segundo a pesquisadora, caso a nova tecnologia seja melhor desenvolvida, as células feitas somente de carbono vão poder ser aplicadas de várias maneiras, pois elas contariam com mais flexibilidade. Assim, os tetos dos carros ou as beiradas das janelas, por exemplo, poderiam ter sistemas de captação de energia solar instalados.

Infelizmente, apesar de a pesquisa se mostrar bastante promissora, as células fabricadas somente com carbono ainda estão longe de se tornar uma realidade. Nos testes de laboratório, a equipe de Stanford obteve cerca de 1% de eficiência, algo normal para o início de uma pesquisa científica, mas ainda muito ineficiente para que isso se torne uma realidade viável. Vamos torcer.

Estados Unidos inauguram a primeira usina movida a ondas do mar

Instalado na baía de Cobscook, o projeto é a primeira iniciativa comercial do gênero.

Por Vinicius Karasinski em 26 de Julho de 2012


(Fonte da imagem: Reprodução/Engadget)
Quando ouvimos falar em energia limpa, logo nos lembramos da energia solar e da energia eólica. Mas, além do calor do nosso Astro-Rei e da força dos ventos, existem alternativas viáveis aos combustíveis fósseis que ainda não foram muito bem aproveitadas. Um bom exemplo disso é o mar — mais especificamente, as ondas.
Os Estados Unidos estão inaugurando um projeto no Maine, o TidGen Cobscook Bay Project,que é o primeiro projeto comercial desse tipo a ser implantado no país. As turbinas serão posicionadas entre 10 e 30 metros de profundidade, aproveitando os 100 bilhões de toneladas de água que circulam todos os dias na baía de Cobscook.
Quando finalmente entrar em funcionamento, o equipamento será conectado à rede de eletricidade local e deve alimentar cerca de 100 residências. O objetivo do projeto no futuro é instalar mais turbinas para ampliar ainda mais a captação de energia das ondas, chegando a atingir até 3 megawatts de força, o que será suficiente para iluminar mais de mil residências.

Itaipu Binacional desenvolve o primeiro avião elétrico


A Itaipu fechou parceria com a ACS Aviation para produzir um pequeno avião esportivo. A Embraer planeja fabricar aviões elétricos no futuro
Foto: Divulgação


A Itaipu fechou parceria com a ACS Aviation para produzir um pequeno avião esportivo. A Embraer planeja fabricar aviões elétricos no futuro. Foto: Divulgação

Há um esforço cada vez maior para tornar carro elétrico viável comercialmente. É consenso entre os especialistas que o "veículo verde" só vai conseguir competir de igual para igual com os automóveis com motor a combustão quando a densidade energética da bateria for aumentada, o que requer tempo e investimentos muito altos. Outra alternativa é, reduzir o peso dos protótipos, usando materiais compostos e altamente resistentes. Pensando na segunda opção, técnicos da Itaipu Binacional, uma das maiores geradoras de energia limpa e renovável do mundo, que já desenvolveu protótipos do Palio Weekend elétrico - e até mesmo de ônibus e caminhões elétricos ¿ decidiram usar como base a complexa e avançada tecnologia de equipamentos da indústria aeronáutica para tentar chegar ao carro elétrico ideal. 

"Uma das estratégias para aumentar a autonomia dos veículos elétricos é reduzir drasticamente o peso dos protótipos. E quando pensamos nessa diminuição não existe setor que entenda mais desse assunto do que as empresas aeronáuticas", afirma Celso Novaes, engenheiro da Itaipu Binacional e um dos responsáveis pelo projeto, que fechou parceria com a empresa ACS Aviation, de São Bernardo do Campo (SP) para a produção de um pequeno avião esportivo, batizado de ACS 100 Sora, que foi apresentado à Itaipu Binacional por diretores da Embraer - a gigante do setor sonha, num futuro próximo, em fabricar aviões elétricos. Se tudo correr bem, adianta Novaes, por volta de julho de 2013, um protótipo de avião elétrico já conseguirá decolar das pistas. "É um projeto pioneiro. No mundo, apenas a NASA possui projetos similares. E posso garantir que estamos no páreo com eles", garante o engenheiro da Itaipu. 

Novaes explica que a ACS conseguiu desenvolver uma asa altamente resistente, que suporta, por exemplo, até dez sacos de cimento em cada lado, e que pode ser levantado usando apenas um dedo. Se conseguir decolar no prazo previsto, será o primeiro avião elétrico da América Latina e terá as mesmas características dos mais avançados aviões produzidos no mundo. "É tudo muito novo. É importante que o Brasil saia na frente. Tenho certeza de que brevemente seremos referência na produção de aviões elétricos no mundo e o mais importante: conseguiremos, se beneficiando da tecnologia aeronáutica, fazer os melhores carros elétricos do planeta", afirma Novaes.

Economídia
Especial para o Terra