terça-feira, 7 de maio de 2013

Energia elétrica será mais barata fora do horário de pico


Os consumidores que aderirem ao novo modelo de cobrança da energia elétrica, chamado "tarifa branca", terão uma redução na conta de luz.
O modelo entra em vigor a partir de janeiro do próximo ano e estabelece que as distribuidoras de energia terão de cobrar desses clientes valores diferenciados para o uso da rede durante o horário de pico, aplicando uma tarifa mais cara, e para o uso da energia fora do horário de pico, que será mais barata.
"Basta que a pessoa não ligue o chuveiro ou a TV na hora de ponta, entre 18h e 21h. A redução deve ser considerável, até 45%", estima o diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Edvaldo Alves de Santana.
Para que essa nova marcação seja possível, as empresas terão de trocar os antigos relógios contadores por medidores mais modernos.
De acordo com regulamento da Aneel, as elétricas podem repassar esse custo de equipamento para o consumidor, na próxima fatura.
Para realizar a troca, o cliente terá de contatar a empresa, que precisa realizar o serviço em um prazo de 30 dias.

CONSULTA PÚBLICA

A Aneel já havia autorizado o novo modelo de cobrança desde 2011, mas ainda há alguns acertos a fazer antes do modelo passar a vigorar.
Nesta terça-feira (7), por exemplo, a agência submeteu a uma nova consulta pública o regulamento para colher "subsídios adicionais" para aplicação da medida.
Entre as alterações feitas neste novo dispositivo está a inclusão dos consumidores, que já são beneficiados pela tarifa social, no novo modelo.
Assim que o regulamento foi lançado, eles não faziam parte da lista de beneficiados por consumir 'valores irrisórios'. Na nova proposta esse consumo é considerado "relativamente pequeno" --portanto, passa a ser considerado no plano.
De acordo com o diretor Edvaldo Santana, a medida ajuda a desobstruir as redes de transmissão de energia nos horários de maior demanda, o que significa possibilidade de menor investimento das empresas.
A consulta pública ocorrerá de 8 de maio a 8 de agosto.

CALL CENTER

A Aneel também aprovou resolução para apertar os critérios de qualidade para as distribuidoras de energia.
Segundo o texto, as empresas deverão tentar agilizar o tempo de resposta ao cliente nas questões que forem levantadas pelo serviço de call center.
"Percebemos que as pessoas estavam ligando direto para a Aneel quando queriam reclamar, porque nosso prazo para intermediar uma solução entre consumidor e empresa é de 19 dias. Pelo SAC das empresas o prazo era de 30 dias. Agora queremos que seja de 15", disse o diretor Edvaldo Santana.
As empresas que não obedecerem os prazos serão multadas, mas o valor ainda não foi determinado pela reguladora.
O número de reclamações registradas contra uma empresa também servirá para aplicação de multa pela Aneel. A partir da definição de uma meta, todas as empresas que superarem o patamar serão penalizadas.
O documento passa por consulta pública de 9 de maio a 10 de junho.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cadeira de rodas do futuro


Cadeira de rodas do futuro atinge 6 km/h e deve revolucionar mobilidade

O Ropits pesa 204 kg e possui velocidade máxima de 5,9 km/h

Um miniveículo projetado para a mobilidade de pessoas idosas ou doentes pode revolucionar o conceito de transporte no mundo. Pelo menos é isso que afirma a publicação americana Fast Company ao apresenar o Ropits (Robô de Sistema Pessoal e Transporte Inteligente). No veículo, o motorista pode especificar onde quer ir por meio de um tablet no painel.
O veículo pesa cerca de 200 kg Foto: Reprodução
O veículo pesa cerca de 200 kg
Foto: Reprodução
Além disso, o Ropits pesa 204 kg e possui velocidade máxima de 5,9 km/h, afirmou a publicação. O veículo, que é movido por uma bateria de lítio, tem GPS, câmera e sensores de lase para não esbarrar nas pessoas e tem fácil acesso à cabine. Ele foi testado pelas ruas do Japão em 2011 e possui margem de erro de apenas 1m, porém ainda não há estimativa de preço.

domingo, 31 de março de 2013

AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ENERGIA SOLAR – UM DILEMA PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL
10/04


Energia solar é o nome dado a qualquer tipo de captação de energia luminosa proveniente do sol e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica. O Brasil é o 10º no ranking mundial de utilização da energia do sol como matriz energética, depois de China, Israel, Áustria, Índia, Turquia, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Austrália. Há décadas, as políticas públicas desses países incentivam a utilização dessa fonte alternativa de energia nas residências, indústrias, hotéis, hospitais, entre outros estabelecimentos.

Na Europa, a dificuldade na obtenção de energia gerou oportunidade para o desenvolvimento de tecnologias alternativas, entre elas a solar. Os três maiores adeptos da tecnologia solar são Chipre, Israel e Áustria, nessa sequência, em número de sistemas comparado à população. Nos primeiros casos, 95% das casas usam aquecedores solares. Na Áustria, 35% delas. Nesses países, o astro rei reduz custos e poluição ao substituir a queima de combustíveis fósseis.

No Brasil, a matriz energética está baseada em hidrelétricas. Apesar de possuir excelentes condições de incidência solar em todas as regiões, essa tecnologia está avançando devagar no país. As matérias primas utilizadas na fabricação dos equipamentos são cobre, alumínio, aço inoxidável, vidro e termoplásticos, o que comprova que o país tem toda a infraestrutura para desenvolver a tecnologia e negócios do setor. A energia solar térmica, usada para o aquecimento de água, é considerada uma tecnologia ingressante no mercado nacional. Ela foi valorizada nos últimos anos devido aos seus atributos de baixo custo e preservação do meio ambiente.

Nesse caso, a energia solar substitui o gás e a eletricidade no aquecimento de água, seja no setor industrial, de comércio e serviços, como também em residências. A cadeia produtiva de tecnologia solar brasileira conta com cerca de duzentas empresas. Praticamente todas produzem reservatórios térmicos e coletores solares (ou placas). Há cerca de um milhão de estabelecimentos públicos, comerciais, industriais e residenciais que adotaram a tecnologia. A maior fatia está no segmento residencial (66%), seguido pelas piscinas (17%). Cerca de 80% delas são micro e pequenas empresas, concentradas nas regiões Sudeste e Sul.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ENERGIA SOLAR

VANTAGENS

As centrais necessitam de manutenção mínima.
A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
A energia solar não polui durante sua produção. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
Os painéis solares são a cada dia mais potentes e seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território. Em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética e a perda de energia que ocorreria na transmissão.
DESVANTAGENS

Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja).
Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que a energia gerada por ele.
Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve). E durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a existência de meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
Locais em latitudes médias e altas (Finlândia, Islândia, Nova Zelândia, Sul da Argentina, Chile…) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres…), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
Fato é que a energia solar é um dos temas mais polêmicos entre aqueles que envolvem de alguma maneira a construção civil. Tire suas próprias conclusões, caro leitor.





sábado, 23 de março de 2013

O que é Arduino?


O que é um Arduino?
Arduino é uma ferramenta para criar computadores que podem sentir e controlar mais o mundo que seu PC. Ele é uma plataforma física de computação de código aberto baseado numa simples placa microcontroladora, e um ambiente de desenvolvimento para escrever o código para a placa.

O Arduino pode ser usado para desenvolver objetos interativos, admitindo entradas de uma séria de sensores ou chaves, e controlando uma variedade de luzes, motores ou outras saídas físicas. Projetos do Arduino podem ser independentes, ou podem se comunicar com software rodando em seu computador (como Flash, Processing, MaxMSP.). Os circuitos podem ser montados à mão ou comprados pré-montados; o software de programação de código-livre pode ser baixado de graça.

A linguagem de programação do Arduino é uma implementação do Wiring, uma plataforma computacional física semelhante, que é baseada no ambiente multimídia de programação Processing.



Como eu posso obter um Arduino?
Você pode comprar de um dos distribuidores listados na página de compras. Se você preferir montar o seu próprio, veja oCircuito Serial Arduino de Lado Único, que pode ser facilmente impresso e montado.

Quem faz os circuitos do Arduino?
A maioria dos circuitos oficiais do Arduino são fabricados pela SmartProjects na Itália. O Arduino Pro, Pro Mini e LilyPad são fabricados pela SparkFun Electronics (uma companhia estado-unidense). O Arduino Nano é fabricado pela Gravitech (também uma companhia estado-unidense).

O Arduino é de código aberto?
Sim. O código do ambiente Java é liberado sob a licença GPL, as bibliotecas microcontroladoras C/C++ sob LGPL, e os esquemas e arquivos CAD sob Creative Commons Attribution Share-Alike.

Eu quero projetar minha própria placa. O que devo fazer?
Os projetos de referência do Arduino estão disponíveis na página de hardware. Eles são licenciados sob Creative Commons Attribution Share-Alike, portanto você é livre para usá-los e adaptá-los às suas necessidades próprias sem precisar pedir autorização ou pagar taxas. Se você pretende criar algo de interesse da comunidade, nós o encorajamos a discutir suas ideias no fórum de desenvolvimento de hardware para que usuários em potencial possam dar sugestões.

Como eu devo nomear minhas placas?
Se você está construindo sua própria placa, invente seu próprio nome! Isso permitirá que as pessoas identifiquem seu produto e o ajude a cosntruir uma marca. Seja criativo: tente sugerir para que as pessoas usarão a placa, ou enfatizar seu formato, ou simplesmente um nome qualquer que seja legal. “Arduino” é uma marca comercial da equipe Arduino e não deve ser utilizado em variantes não oficiais.. Se você quer que seu projeto seja incluído na lista oficial de produtos Arduino, por favor, veja o documento Então você quer fazer um Arduino e entre em contato com a equipe Arduino. Note que não queremos restringir o uso do sufixo “duino”, ele causa arrepios nos italianos da equipe (aparentemente isso soa terrível); talvez você queira evitá-lo.

Posso construir um produto comercia baseado no Arduino?
Sim, com as seguintes condições:
Anexar fisicamente um circuito Arduino dentro de um produto comercia não requer que você divulgue ou torne público qualquer informação de seu projeto.
Derivações do projeto de um produto comercial dos arquivos Eagle para um circuito Arduino requerem que você libere as modificações sobre a mesma licença Creative Commons Attribution Share-Alike. Você pode fabricar e vender o produto resultante.
Usar o núcleo e bibliotecas do Arduino para o firmware de um produto comercial não requer que você publique o código fonte do firmware. A licença LGPL, no entanto, requer que você disponibilize arquivos que permitam a religação do firmware com versões atualizadas do núcleo e bibliotecas do Arduino. Qualquer modificação no núcleo ou bibliotecas deve ser liberada sob licença LGPL.
O código fonte do ambiente do Arduino é coberto pela licença GPL, que requer que quaisquer modificações sejam de código-livre e sob a mesma licença. Ela não proíbe a venda de derivações ou sua inclusão em produtos comerciais.

Em todos os casos, os requerimentos exatos são determinados pela licença aplicável. Além disso, veja perguntas anteriores para mais informações do uso do nome “Arduino”.

Como posso rodar o ambiente Arduino no Linux?
Veja instruções para Ubuntu Linux, Debian Linux, Gentoo Linux, Linux, ou Linux no PPC. Este tópico tem mais informações. Ou ainda, você pode usar o Arduino via linha de comando, sem precisar instalar o Java.

Posso programar o circuito do Arduino em C?
De fato, você já programa; a linguagem do Arduino é meramente um conjunto de funções C/C++ que podem ser chamadas em seu código. Seu esboço sofre pequenas mudanças (como geração automática de protótipos de funções) e então é passado diretamente para um compilador C/C++ (avr-g++). Todas as construções padrão C e C++ suportadas pelo avr-g++ devem funcionar no Arduino. Para mais detalhes, veja a página Processo de construção do Arduino.

Posso usar um ambiente diferente para programar o Arduino?
É possível compilar programas para o Arduino usando um Makefile e a linha de comando. Se você consegue fazer seu ambiente rodar, então você está pronto.

Posso usar um Arduino sem o software Arduino?
Claro. Ele é apenas uma implementação de um circuito AVR, você pode usar diretamente AVR C or C++ (com avr-gcc e avrdude ou AVR Studio) para programá-lo.

Posso usar o software do Arduino com outros circuitos AVR?

Sim, embora seja necessário modificar as bibliotecas do núcleo do Arduino. Veja a página de outros hardwares para detalhes.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Arduino

Rio, 21 de março 2013.

Começo a estudar a Plataforma de Baixo Processamento Arduino, modelo este, de equipamentos embarcados que este interlocutor acha extremamente produtivo, pela simples razão de ser autonoma, ou seja sem intervenção humana, conseguimos processar grande quantidade de dados, e isto por si só ja bastaria para defender este modelo de Processamento.


Minha vontade é explorar toda a cadeia da Tecnologia Embarcada, para isto conto com a ajuda de diversas pessoas e empresas dando suporte técnico para se atingir uma excelência, em relação a gestão dos periféricos e suas possibilidades.

Comecei a entender a dificuldade da Programação em Baixa Plataforma, suas nuancias e "macetes", em relação a conexão e exploração dos dados via PC, padrão X86, através da Linguagem de Programação Java.

Estudando as equações da física elétrica, vi ali uma rara oportunidade de unir mais de 2 setores sendo beneficiados, o que a Administração moderna, chama de "Ganha, Ganha", a Energia Limpa e Sustentável e Acessibilidade Inclusiva, onde a deficiência é suprida pela tecnologia.

Em breve teremos novidades, apartir dai, conversamos mais, estou aceitando sugestões,

André

segunda-feira, 18 de março de 2013

Garrafa quadradada?

Garrafa quadrada pode deixar transporte de cerveja mais sustentável

Publicado em 20 de agosto de 2012

Um designer francês (Petit Romain) divulgou um projeto que pode transformar a maneira como as pessoas bebem cerveja e até mesmo a forma como a bebida é transportada e comercializada. A novidade consiste em uma garrafa quadrada.

O pequeno bloco armazena cerveja em quantidade individual e tem como principal vantagem a facilidade com o armazenamento. Quando acomodadas em caixas, elas ocupam perfeitamente todos os espaços, algo que não ocorre com as garrafas tradicionais.

O conceito foi desenvolvido com a marca Heineken. Porém, no site do designer não existe informação se a empresa solicitou ou chegou a apoiar a ideia com o intuito de colocar o modelo à disposição no mercado.

Em termos sustentáveis o projeto é bastante efetivo. Um caminhão seria capaz de transportar uma quantidade muito maior de garrafas em cada viagem, o que, consequentemente, reduziria as emissões de combustíveis fósseis e também os gastos com logística.

Na década de 60 a cervejaria holandesa lançou uma edição limitada de uma garrafa quadrada, que fugia totalmente aos padrões dos engradados de cerveja. O intuito do design era torná-la útil à construção civil, podendo substituir o uso de tijolos nas edificações.

Borás, Suécia, a cidade campeã em coleta de seus resíduos.

ARQUIVOS DA TAG: ENERGIA
Publicado em 20 de abril de 2012
A cidade de Boras, na Suécia, tem 105 000 habitantes, 1 500 indústrias e nem 1 grama de lixo. Seus resíduos têm três destinos: 42% são incinerados e convertidos em energia elétrica, 30% são tratados biologicamente e transformados em biocombustível e 27% são reciclados. A reciclagem é feita inteiramente pela população, que se encarrega de separar e levar o material até os postos de coleta espalhados por toda a cidade.

Caminhões recolhem o lixo orgânico (em sacos pretos, destinados à obtenção de biogás em usina inteiramente automatizada) e o resto (em sacos brancos, incinerados em fornos não poluentes). Menos de 1% do lixo é enterrado, porque o imposto para usar aterro é muito alto. O modelo foi iniciado em 1988, com 300 famílias, e é exportado – a universidade local presta assessoria de reaproveitamento de lixo a cidades no mundo inteiro , brasileiras, inclusive (Macaé, no Rio de Janeiro, e Sobral, no Ceará). Localmente, a experiência deu tão certo que falta lixo: o município hoje importa detritos da Noruega para gerar mais energia limpa.

E o esforço continua. O diretor da escola de engenharia da Universidade de Boras, Hans Björk, diz: “Depois do lixo zero, nosso investimento agora é na eliminação total dos combustíveis fósseis”

Energia limpa - oportunidades para expansão.

30 DE ABRIL DE 2012

A implantação de tecnologias de energia limpa não está acompanhando na velocidade suficiente o crescimento das energias renováveis. A conclusão consta em um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que faz um radar do progresso das energias limpas de energia a nível mundial. O estudo aponta que a maioria das tecnologias não está preparada o suficiente para contribuir para a redução de dióxido de carbono (CO2) necessária no planeta. O relatório estimula políticas agressivas para promover os benefícios oferecidos pelas técnicas limpas de geração.

O relatório oferece três recomendações para o mercado: nivelar o campo para tecnologias de energia limpa; liberar o potencial de eficiência energética; e acelerar a inovação de energia e apoio público para pesquisa, desenvolvimento e demonstração.
O relatório aponta que muitas tecnologias com grande potencial de geração e de redução de emissões não estão atingindo os resultados que podem. O estudo mostra que não está havendo o investimento necessário para projetos de captura e armazenamento de carbono em escala. A pesquisa revela que quase a metade de novas usinas a carvão ainda estão sendo construídas com tecnologia ineficiente.
Segundo o estudo, a melhoria da eficiência do combustível de veículos é lento e o potencial de eficiência energética permanece inexplorado nos ectores da construção e da indústria. Além disso, apesar de os governos projetarem a ambiciosa meta de 20 milhões de veículos elétricos até 2020, os objetivos dos fabricantes após 2014 ainda são incertos. O mesmo acontece com a energia nuclear, que enfrenta oposição pública.
A publicação destaca o rápido progresso de algumas tecnologias renováveis, como os painéis solares e equipamentos eólicos que cresceram, respectivamente, 42% e 27%, na última década, apesar de partirem de uma base pequena de comparação. Além disso, em três anos, houve redução de 75% nos custos do sistema de energia solar fotovoltaica em alguns países.
“Temos a responsabilidade e uma oportunidade de ouro para agir”, disse o vice-diretor-executivo Richard H Jones. Ele alerta que as emissões de CO2 devem aumentar em um terço até 2020, chegando a quase o dobro em 2050. “Tal resultado seria confrontar as gerações futuras com significativas dificuldades econômicas, ambientais e de segurança energética – um legado que eu sei que nenhum de nós quer deixar para trás “, complementa Jones, que apresentou o estudo em Londres, durante um evento sobre energia limpa

Fonte: Ambiente Energia
Postado por Rafael Trento às 12:28
Enviar por e-mail
BlogThis!

A onda verde aumenta no Corporativo.

Seis entre dez grandes empresas adotam medidas ‘verdes’, diz WWF
JANEIRO 21, 2013 NUBSON LYRIO SEM COMENTÁRIO

Um relatório divulgado pela organização ambiental WWF aponta que seis em cada dez das maiores empresas do mundo estão adotando medidas “verdes”, como reduzir a emissão de CO2, metano e outros gases-estufa, ou utilizando mais fontes de energia limpa, como painéis solares.

Através de mais de 20 entrevistas com executivos e análise de dados sobre diversos setores econômicos, o relatório concluiu que as práticas de energia limpa estão se tornando padrão para algumas das empresas mais rentáveis do mundo.

O relatório, chamado de “Energia adiante: por que as maiores empresas do mundo estão investindo em energia renovável”, foi divulgado nesta semana pelo WWF. De acordo com o texto, 102 das 171 companhias analisadas passaram a adotar medidas de redução de gases-estufa, o equivalente a 60% do total.

Além delas, 24 companhias criaram metas específicas para usar energia limpa (14%). As duas medidas podem ser adotadas em conjunto por uma mesma empresa, aponta o WWF no relatório.

“Cerca de dois terços das maiores companhias globais assumiram compromissos de reduzir as emisões e aumentar o uso de fontes de energia renovável”, disse a diretora da iniciativa global para o clima e energia da WWF, Samantha Smith. “Eles veem valor em diversificar suas fontes de energia e ter estabilidade no preço pago, já que os combustíveis fósseis sofrem variação de custo muito grande.”

(Fonte: G1)

Postado em: DESTAQUE Temas: energia limpa

Comentário

CRESCIMENTO POPULACIONAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Publicado em 25 de fevereiro de 2010 em Meio Ambiente


O crescimento populacional vem causando sérios impactos degradadores sobre o meio ambiente neste século. O desenvolvimento da indústria, comércio bem como os diversos ramos do meio rural e urbano são considerados determinantes para as mudanças ambientais. Neste contexto o presente trabalho visa analisar os efeitos do crescimento populacional causados ao meio ambiente. A bibliografia estudada avaliou a relação do homem com o meio ambiente, pois, a influência do ser humano é bastante significativa, quando se leva em consideração o aumento do consumo, os processos de industrialização e a explosão demográfica. Palavras-chave: Crescimento populacional; Impacto ambiental; Desenvolvimento sustentável. 


1 - INTRODUÇÃO 

O crescimento populacional ou demográfico vem sendo analisado por cientistas como razão do uso intensivo dos recursos naturais. Os estudos demonstram que os países com um rápido crescimento demográfico vêm enfrentando dificuldades para gerar um desenvolvimento econômico sustentável.

As projeções mais recentes das Nações Unidas dos primeiros decênios do século XXI revelam uma diminuição notável do crescimento da população mundial em comparação com projeções similares efetuadas em períodos anteriores. Desta maneira, as projeções atuais, ilustram que a população mundial alcançara a cifra de 7.700 bilhões no ano de 2050, cifras que são respectivamente mais baixas que projetadas no ano de 1990 (11,7 bilhões), ressaltando que a diminuição é prevista em todas as regiões do mundo.

Essas projeções se registram em um mundo em desenvolvimento, onde os países passaram pela transição demográfica e experimentaram um rápido crescimento antes que a população se estabilize. Sem embargo, em termos de sustentabilidade mundial de recursos ambientais a taxa de crescimento populacional ainda é muito importante. Sendo que, essa tendência demográfica é percebida pelos teóricos com profundas conseqüências no mercado de trabalho, sistema de abastecimento e degradação ambiental.

Com isso, o que se observa que mundo deverá produzir mais do dobro de alimentos que já produz; ainda consumir um número expressivo de água, petróleo, moradia, etc. todo isto em um cenário mais desértico, desflorestado, com a maioria das reservas naturais comprometidas.

Neste sentido, nota-se que existem muito tipos de ameaças ao meio ambiente, causados pelo aumento da população.Alguns, como a contaminação do ar e da água, resíduos sólidos não recicláveis, etc.

Ressalta-se que quase todos os problemas ambientais estão diretamente vinculados com o risco, como resultado da expansão da ciência e da tecnologia. Por exemplo, o aquecimento global é o aumento gradual da temperatura da Terra, produto do crescente aumento dos níveis de dióxido de carbono e outros gases na atmosfera. Por sua vez, o aquecimento global pode ter graves conseqüências, entre elas a inundações, propagação de doenças, situações climáticas extremas, etc.

Sem dúvida alguma que este tema é amplo e complexo. Sendo importante mencionar que os fatores que interferem na qualidade do meio ambiente, são derivados de processos de modernização da sociedade, por meio dos aspectos econômicos, biológicos, políticas. Tudo isso tem gerado a preocupação de especialistas, a produzirem um enorme número de trabalhos que destacam o problema do desenvolvimento sustentável nas sociedades atuais. Desde a metade do século passado se produziram importantes análises e informes que tem gerado a reflexão e ação de governos e instituições preocupadas pela continuidade dos sistemas sociais.

Assim o paradigma de relação homem-natureza, se vê envolvido cada vez mais, na limitação tanto das atividades humanas frente à degradação ambiental, como também na própria limitação dos recursos em sua maioria que não são renováveis.Portanto, o esgotamento, a degradação e a escassez dos recursos naturais se impõem como considerações centrais para o desenvolvimento econômico e social.

Percebe-se que nessa relação à dinâmica demográfica é determinante para a mudança ambiental, demarcada no século XIX por Malthus, e que recentemente pretende colocar no contexto acadêmico e cientifico a questão sobre os limites da natureza para atender as demandas de uma população em crescimento.

Ressalta-se que a crise ambiental, surgiu nas últimas décadas, como uma urgência diante da explosão demográfica. Os fenômenos, causas e conseqüências do rápido crescimento da população passaram a ser um tema complexo que requer de análises em distintos campos da ciência.

Frente aos argumentos apresentados o objetivo se concentra em abordar os efeitos do crescimento populacional no meio ambiente. Justificando-se o interesse pelo trabalho, a partir da necessidade de colocar em debate a questão ambiental dentro do contexto da explosão demográfica e social.

A metodologia de análise se baseia na pesquisa bibliográfica aos principais teóricos que dissertam sobre esta problemática. Conforme Salvador (1986) o estudo bibliográfico é uma investigação onde o pesquisador apresenta uma exposição compreensiva do tema, interpretando as idéias expostas e a posição pessoal dos autores, na literatura, através da apresentação de razões e evidências.

2 - ABORDANDO O CRESCIMENTO POPULACIONAL

De acordo com a etimologia da palavra população, advém do francês "population" e significa o "conjunto dos habitantes de um país, de uma localidade, etc". Ainda em "conjunto dos seres humanos, animais ou vegetais, que constituem uma categoria especial.

Carvalho, Sawyer e Rodrigues (1998, p.6) conceituam a palavra população como "[...] um conjunto de elementos com características comuns".

No caso desta análise o termo população faz referência à espécie humana, que para Carvalho, Sawyer e Rodrigues (1998) necessita de uma caracterização para o alcance de seu conceito.

Deste modo, os autores descrevem que é preciso definir o tamanho (quantidade de pessoas em determinada localidade, em determinado tempo); composição (idade), sexo, situação econômica; taxa de natalidade, taxa de mortalidade, migração, entre outros elementos que vão responder a particularidade de cada grupo populacional.

É nessa dinâmica demográfica que se aponta os principais componentes do crescimento populacional. Natalidade, mortalidade e migração, particularmente contribuem para a montagem de um cenário social no qual suscita a busca científica dos fenômenos demográficos contemporâneos.

Ainda na abordagem sobre o crescimento populacional é válido destacar a transição demográfica que segundo Vermelho e Monteiro (2002), é o reflexo da dinâmica demográfica dentro da composição de uma população. É através dela que se pode explicar porque o crescimento da população mundial disparou nos últimos tempos.

Ressaltam os autores que o processo de transição demográfica foi descrito pela primeira vez na década de 1940, em referência aos efeitos das mudanças nos níveis de fecundidade, natalidade e mortalidade da época. Desta maneira, se identificam quatro estágios da transição demográfica (VERMELHO e MONTEIRO, 2002):
Fase pré-industrial ou primitiva – percebe-se um equilíbrio populacional, onde as taxas de natalidade e mortalidade, principalmente infantil, são elevadas;
Fase intermediária (divergência de coeficientes) – as taxas de natalidade permanecemaltas enquanto decrescem as taxas de mortalidade. Observa-se um ritmo aumento de crescimento populacional, caracterizando o que seria chamado de "explosão populacional";
Fase intermediária (convergência de coeficientes) – a taxa de natalidade diminui em ritmo mais acelerado que a mortalidade, cujo efeito mais notável é um rápido "envelhecimento" da população;
Fase moderna ou de pós-transição – retorno ao equilíbrio populacional, com aproximação dos coeficientes em níveis mais baixos. A população torna-se estável, onde os valores de fecundidade se aproximam do nível de reposição. Como conseqüência, a esperança de vida aumenta, a população envelhece e em geral, observa-se uma ampliação da proporção de mulheres.

Desta maneira, Alves (2008, p.3) resume:

O mundo está passando por um dos melhores momentos demográficos de toda a história da humanidade. Isso se deve a um dos mais inopinados fenômenos sociais ocorridos na história da racionalidade humana: a transição demográfica. A transição demográfica, de modo geral, começa com a queda das taxas de mortalidade e, depois de certo tempo, prossegue com a queda das taxas de natalidade, o que provoca uma forte mudança na estrutura etária da pirâmide populacional.

Com isso, observa-se que essas transições afetaram diretamente e de forma significativa a estrutura da população. Passou-se de uma pirâmide de base larga e triangular, com característica de sistemas demográficos com altas taxas de natalidade e de mortalidade, para outra mais uniforme e de base reduzida (típica de sistemas com grande redução na fecundidade).

São projeções das Nações Unidas (1998) para o Brasil apontando em 2000 uma população de 170 milhões de habitantes, dos quais 49 milhões com menos do que 15 anos de idade e 8,7 milhões acima de 65 anos. Para 2050, as Nações Unidas projetaram que a população nacional ampliaria para 244 milhões, sendo constituída por 49 milhões de jovens e 42,2 milhões de idosos.

Explica Alves (2008) que as principais explicações para os altos e baixos níveis de mortalidade na transição demográfica nas últimas décadas se devem a melhoria do padrão de vida da população em decorrência do desenvolvimento industrial e o avanço na medicina, nos programas de saúde pública, e o acesso ao saneamento básico e melhoria da higiene pessoal.

Contudo, o avanço da qualidade de vida da sociedade a partir do século XX, levou a implicâncias também no meio ambiente, fazendo com que a demografia passasse a ter um maior destaque não somente no meio acadêmico, como nas políticas governamentais.

Corrobora Matos e Lima Filho (2006) que a relação entre o crescimento demográfico e a questão ambiental, insurge como um fenômeno que ganhou uma maior visibilidade a partir do século XX. Dentro de um marco da teoria da transição demográfica, é que os investigadores começaram a explicar a evolução da dinâmica populacional.

Assim foram vários os encontros internacionais realizados para debater as questões que envolvem os problemas populacionais e ambientais. Com destaque para a Conferência Mundial sobre População (Bucareste, 1974); Conferência Internacional de População (México, 1984); Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992); Conferência Internacional e Desenvolvimento (Cairo, 1994) e Conferência Mundial sobre a mulher (Beijing, 1996), estudos estes que começaram a vislumbrar a importância de investigações e ações públicas voltadas as questões demográficas e ambientais (MENDANHA e SILVA, 2004).

Alves (2002) dissertando sobre o embate entre os teóricos Condorcet e Malthus sobre o futuro da humanidade, coloca em destaque o crescimento populacional como um ponto central para avaliar as limitações e oportunidade o progresso da sociedade humana.

Desta maneira, por um lado, as argumentações de Malthus são de que o rápido incremento da população seria uma barreira ao alcance de uma qualidade de vida decente para os habitantes de todo o mundo.

E a lei da população responde particularmente a esta descrição. Cada indivíduo tem, em alto grau, o poder de evitar as conseqüências maléficas sobre si e sobre a sociedade delas resultantes pela prática da virtude que lhe é ditada pela luz da natureza e sancionada pela religião revelada. E, como não pode haver dúvida de que esta virtude tende a melhorar grandemente a condição e a aumentar o conforto tanto do indivíduo que a pratica como, através dele, de toda a sociedade, os caminhos de Deus para o homem, relativos a esta grande lei estão completamente justificados (MALTHUS apud MATOS e LIMA FILHO, 2006, p.38-39)

Nesse sentido, no século XIX fundamenta Malthus de que as altas taxas de mortalidade e de fecundidade eram elementos de uma sina inevitável, fora do alcance da intervenção humana. A luta entre a capacidade humana de reprodução e os sistemas de produção de alimentos, era algo perpétuo, onde a progressão de crescimento da população em longo prazo poderia gerar uma catástrofe (ALVES, 2002).

Explica Alves (2002, p.7) que o pensamento Malthusiano refletia:

A espécie humana não poderia, por simples esforços racionais, reduzir essas taxas e escapar da fome e da pobreza. A natureza avara e a população prolífera condenariam a humanidade a sofrer indefinidamente nesse mundo cheio de vícios e maculado pelo pecado. As leis demográficas e os rendimentos decrescentes da agricultura seriam, segundo Malthus, os fatores responsáveis pela miséria e a depauperação dos povos.

Contudo, a visão de Condorcet, ao contrário de Malthus é positiva na história de progresso da sociedade humana. Assim, o desenvolvimento econômico, cultural e demográfica dentro de uma concepção de inteligência e razão poderia levar ao progresso material da sociedade, onde a natureza poderia ser transformada através da ação racional humana, visando à construção de um mundo mais justo e rico.

É dentro desta lógica de modernização no contexto de crescimento demográfico que se destaca o avanço do uso humano sobre a natureza.

3 - OS PROCESSOS DE MODERNIZAÇÃO: O AVANÇO SOBRE A NATUREZA

Descrevem Matos e Lima Filho (2006) que no início da história das aglomerações humanas, o homem primitivo se estruturava em grupos, mais ou menos organizados, onde os limites do crescimento eram definidos pela abundância ou carência de comida e/ou pelas restrições do meio ambiente.

É a partir do manejo da agricultura é que o homem passa a ter necessidade de trocar os excedentes de suas mercadorias, bem como de centralizar as tarefas e dividir as forças de trabalho. Assim, surgem as cidades, como centro administrativo para reunião de várias tribos. As cidades eram os lugares onde as pessoas armazenavam a produção excedente e se dedicavam a administração, ao comércio e ao artesanato (MUNFORD, 1965).

De acordo com Munford (1965, p.708):

A cidade deveu sua existência, e mais ainda o seu engrandecimento, a tentativas concentradas de controlar outros homens e dominar, com força coletiva, a totalidade do ambiente. Assim, a cidade tornou-se um serviço público de captura de poder, projetado por agentes reais, que reuniam as energias dispersas de pequenas comunidades num gigantesco reservatório.

De acordo com Matos e Lima Filho (2006) o processo de modernização na história da população mundial, é um elemento expressivo indicado na literatura como um mecanismo de controle e amadurecimento sociocultural que tipificaria a sociedade em novos hábitos de racionalidade e no controle da fecundidade e redução do tamanho das famílias. Por outro lado também se observa um envelhecimento da população, onde a tecnologia médica leva a população a viver mais.

Numa visão sobre a relação homem e meio ambiente, Lima (1984) divide em quatro etapas a evolução social:
Idade média – o homem aprende a confeccionar ferramentas, a controlar o fogo e agir em conjunto para assegurar seu sustento;
Emancipação – aprende a cultivar certos tipos de plantas. Por meio da agricultura, uso correto da irrigação, o ser humano pode aumentar seu ambiente, e controlar as possibilidades de adquirir maior quantidade e diversidade de alimentos;
Manufatura – já sabe como manufaturar a matéria-prima, alcançando dois objetivos: subsistência e manutenção de um novo sistema de produção;
Exploração – o homem muda seus valores em relação aos recursos naturais, introduzindo-os em ambientes artificiais. A exploração toma rumos bem distintos de sua finalidade real. O uso consciente dá lugar a uma agressividade sobre a natureza.

Ainda nesse progresso histórico ressalta-se um acontecimento sociológico, econômico e produtivo que vai mudar significativamente a sociedade: a Revolução Industrial. Conforme Castells (2000) as organizações sociais no final do século XVIII, mudam significativamente, com a introdução da tecnologia, em uma substituição do trabalho artesanal para industrial, que por sua vez reproduz no ambiente social um novo significado e realidade social.

Disserta Hobsbawn (1969, p. 80) que a Revolução Industrial:

[...] transformou a vida dos homens além do que se podia perceber. Ou, sendo ainda mais preciso, em seus estágios iniciais, destruiu o antigo modo de vida, deixando-os livres para descobrirem ou fazerem, para eles próprios, outros caminhos, se pudessem e soubessem como.

Franco e Druck (1998) relatam que a Revolução Industrial foi um marco de mudanças, tanto nas relações sociais (exercidas entre os homens no desempenho das atividades econômicas e na vida social), quanto nas bases técnicas das atividades humanas. Portanto, os avanços científicos e sua aplicação industrial sob a forma de tecnologia, demonstram um processo deflagrado de crescente transformação da interação entre a humanidade e o planeta, isto é, entre as atividades humanas e a biosfera.

A Revolução Industrial, avaliada por Hobsbawn (1989) foi como o poder das sociedades em multiplicar rapidamente o trabalho do homem em mercadorias e serviços.Iniciada na Inglaterra em 1780, a Revolução Industrial levou ao mundo a um progresso nunca antes imaginado, com o desenvolvimento das indústrias.

Schultz (2002) explana que a Revolução Industrial ocorreu uma crescente demanda por matérias-primas. O carvão, petróleo, madeira e metais passaram a ser insumos básicos na fabricação de distintos produtos. Não obstante, o ritmo como esses materiais foram sendo consumidos foi demasiado para a sustentabilidade ambiental. Assim o uso humano de quase todos os recursos naturais chegou a taxas insuportáveis.

Contudo, esse progresso mostra também o outro lado da moeda. A industrialização é também causa de mudança no estado das águas, do ar, dos solos, da fauna e flora. Nota-se que os padrões de produção e consumo gestados ao longo dos últimos séculos vão redefinir o meio ambiente. A demografia também muda com novos espaços de moradia, fluxos migratórios, situações de saúde e morte.

Abordam Franco e Druck (1998, p.) que:

[...] é histórica a relação entre riscos industriais; meio ambiente e saúde das populações, que muda com as feições das diferentes formas civilizatórias. Nas sociedades industriais contemporâneas tal relação e historicidade mostram-se particularmente forte e perceptível quando são focalizados ramos industriais poluentes em demasia, como o petroquímico, o químico e o nuclear.

Destaca-se que o processo de desenvolvimento no mundo contemporâneo, através da automatização industrial e informatização alteraram drasticamente a composição de classes nas sociedades urbano-industriais (MATOS e LIMA FILHO, 2006).

Para Santos (2001) a sociedade entra em uma configuração tecnologia acelerada, fazendo com que o ambiente passasse a sofrer ações negativas, levando á impactos e reflexões sobre os riscos de uma degradação ambiental e da própria espécie humana.

Nesse espaço, o mundo assistiu a uma explosão demográfica. Até o século XIX, a sociedade assiste a doenças, fome, guerras, condicionando a um nível populacional relativamente baixo. A partir daí, com o avanço industrial e melhoria sanitária, a mortalidade se reduz, por outro lado ocorre um aumento na natalidade e na esperança de vida. Logo, o crescimento demográfico atinge de sobremaneira o ambiente natural (FERRAZ, 1991).

Para Ferraz (1991, p.4) a situação demográfica frente ao processo industrial e social, se converge em:

[...] um lado os povos mais adiantados, que lograram nível de desenvolvimento econômico bem mais elevado, e se industrializaram mais precocemente, viram reduzidos no tempo o seu crescimento demográfico, de outro lado os povos com desenvolvimento mais tardio, formando a enorme massa concentrada no chamador terceiro mundo, submeteram-se gradientes demográficos enormes para, no global, a população mundial alcançar nos últimos decênios níveis altamente preocupantes.

Sem dúvida, o crescimento demográfico, se tornou um fator relevante para o desencadeamento da crise ecológica mundial. Ou seja, trás seus efeitos de modernização, insurge o meio ambiente degradado através do desmatamento, desertificação, erosão do solo e outros elementos advindos de uma produção e consumo em massa.

A correlação entre o rápido crescimento populacional e o aumento da depredação ambiental, se assinala em um aumento do padrão de vida e no intensivo consumo energético, exploração do solo e uso dos ecossistemas (FERRAZ, 1991).

Sendo assim, no campo dos estudos de população, dentro da análise das taxas de crescimento das populações do mundo em desenvolvimento e desenvolvido, que as idéias de controle populacional preconizada por Malthus ressurgem, desta vez calcada na anticoncepção ampla e não apenas na regulação da procriação baseada na virgindade, retardo na idade ao casar e abstinência conjugal. O chamado "Neomalthusianismo" trata do debate sobre as estruturas populacionais e suas mudanças, interações entre fatores demográficos, sociais e econômicos e políticas do mundo atual (BERQUÓ, 1999).

4 - POPULAÇÕES EM SITUAÇÃO DE RISCO

De acordo com Torres e Costa (1999) uma abordagem interessante para entender a relação entre o meio ambiente e a população é o conceito de populações em risco. Tal definição emerge dos estudos médicos onde o risco é o grau de probabilidade dos membros de uma população desenvolver uma determinada doença ou evento relacionado à saúde, em um período de tempo.

Também o conceito pode ser tirado da sociologia de Urilch Beck, a partir do termo Sociedade de Risco(Risk Society). Beck (1992, p.21) marca que os riscos ultrapassaram fronteiras dos países e dos extratos sociais, hoje se traduz em riscos globais. "risco pode ser definido como um modo sistemático de lidar com perigos e inseguranças da própria modernidade".

Assim, sendo, a sociedade de risco, implica em uma identidade entre os indivíduos, que não se dá mais pelo trabalho, ou pela inserção de classe social, mas sim pelos riscos aos quais estão submetidos.

No caso do risco a população em uma ótica demográfica, Marandola Jr. e Hogan (2004) utilizam o termonatural hazards (perigos naturais) para fazer referência aos impactos, perigos e riscos do ambiente, diretamente relacionados, com a população-ambiente.

Contudo a percepção de populações de risco no contexto demográfico e ambiental, nem sempre é tão fácil de ser definido. Torres e Costa (1999) relatam que a dificuldade se concentra nas conseqüências da deterioração do meio ambiente que não são sentidas igualmente entre os grupos sociais, nem de maneira uniforme em todo o território, portanto, as categorias freqüentes para a análise demográfica na maioria das vezes não são capazes de revelar os resultados da relação população/ambiente.

Diante disso, Hogan (2005, p.331) utiliza o termo de vulnerabilidade de grupos sociais para entender o impacto dos riscos ambientais sobre a população. Como cita o autor: "sabemos que a mudança ambiente (escassez ou degradação de recursos) afeta diferentes grupos de maneira diferente. Impactos ambientais não são democráticos, igualmente compartilhados por todos".

Reafirma o Global Science Panel (GSP, 2001) que a populações também diferem em sua vulnerabilidade as mudanças ambientais. Estudos recentes do provável impacto ambiental no mundo demonstram que na América do Norte, Japão e maioria da Europa, são os que terão maiores os benefícios com a produção agrícola, ao contrário da grande parte da África e Índia, que os efeitos são negativos.

Observa-se que nos países com grupos populacionais com baixos níveis de educação, pobreza, e um estado nutricional deficiente são os mais vulneráveis as pressões ambientais, tais como escassez de recursos, má qualidade da água ou ar, e diminuição da fertilidade do solo. Do mesmo modo, os movimentos populacionais e a migração interna podem causar impactos ambientais, tais como o desflorestamento e desertificação (GSP, 2001).

Assim, as apreciações sobre as situações de risco populacionais são percebidas nos desastres naturais e nas diversas implicações sobre o usufruto humano dos recursos naturais, bem como nas conseqüências socioambientais dos movimentos de população. Os estudos realizados em distintas perspectivas de investigação oferecem elementos importantes para a análise da vulnerabilidade de populações específicas. "cada vez mais a questão se direcionou para a relação homem-meio/sociedade-natureza, incidindo diretamente nos impactos e embates decorrentes da ação antrópica sobre um determinado ambiente" (MARANDOLA JR. e HOGAN, 2004, p.97).

Podem-se citar trabalhos como de Torres e Cunha (1994) sobre os assentamentos precários em São Paulo, cuja localização esta sujeita a inundações sazonais. Destacam-se ainda Torres (1997) em sua análise sobre as situações ecológicas de bairros atingidos por inundações em relação à classe social dos moradores.

Martine e Guzman (2002) abordam sobre a vulnerabilidade dos grupos sociais e os efeitos das catástrofes naturais, como o caso do furação Mitch, um dos mais destrutivos desastres naturais dos últimos tempos, que expôs a América Central a uma situação de risco, incrementando o grau de pobreza local.

Em trabalhos mais recentes, Razzolini e Günther (2008) descrevem sobre a que falta ou a precariedade do acesso à água representando situação de risco que propicia aumento da incidência de doenças infecciosas agudas e da prevalência de doenças crônicas. Neste sentido, abordam que as questões relativas ao acesso regular à água potável e segura têm sido causa de preocupação, principalmente em países em desenvolvimento, que sofrem com a rápida expansão urbana, o adensamento populacional e a ocupação de áreas periurbanas e rurais, com evidentes deficiências e dificuldades no suprimento de água para satisfazer às necessidades básicas diárias.

Araujo e Günther (2009) destacam o risco à saúde humana e ao ambiente, desenvolvido entre 2003 e 2005 em área urbana contaminada, localizada no bairro Vila Carioca, no sudeste do município de São Paulo, Brasil; onde se observa que as áreas urbanas, ao mesmo tempo em que representam condição estratégica de suporte para o processo industrial, também suportam atividades com efeitos danosos ao ambiente e conseqüentemente a população.

5 -  A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

Observa-se que a degradação ambiental pode ocorrer naturalmente ou por meio dos processos humanos. No segundo caso, a literatura acadêmica descreve uma degradação resultante do jogo de interação dinâmica socioeconômica, das atividades organizacionais e tecnológicas.

Conforme o Manual Global de Ecologia (1996) o planeta Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Nesse período o ser humano está somente há cerca de 2 a 3 milhões de anos, numa tentativa de viver em equilíbrio com outras espécies. Contudo, nos últimos 200 anos a relação homem/natureza veio se deteriorado de forma significativa, gerando uma série de mudanças no planeta.

Nesse cenário, ocorrem mudanças ambientais conduzidas por muitos fatores, tais como: progresso econômico, crescimento populacional, urbanização, intensificação da agricultura, aumento do uso de energia e transporte.As áreas de maior de preocupação na atualidade são a perda de florestas tropicais, a contaminação do ar e da água, diminuição da camada de ozônio e a destruição do meio ambiente marinho.

Corrobora Dias (2001) que a degradação ambiental se traduz em: desflorestamento; destruição de habitats; perda da biodiversidade; erosão, desertificação; assoreamento, inundações, secas; urbanização, lixo, esgotos; poluição da água, ar, solo, sonora, eletromagnética; erosão cultural. Em outras palavras, a mudanças ambientais implicam em uma infinidade de situações que nada mais nada menos levam a uma instabilidade ecossistêmica global e conseqüentemente a deterioração da qualidade de vida.

Essa degradação reflete-se na perda da qualidade de vida, por condições inadequadas de moradia, poluição em todas as suas expressões, destruição de habitats naturais e intervenções desastrosas nos mecanismos que sustentam a vida na terra (DIAS, 2001, p.96).

Hogan, Cunha e Carmos (apud HOGAN et al., 2001) comenta que as grandes cidades e áreas metropolitanas são responsáveis por alguns dos principais problemas ambientais, que é a poluição atmosférica, o efeito estufa, onde gases afetam a camada de ozônio. Tudo isso fruto de um estilo de vida que demanda muita energia e de uma concentração da atividade industrial.

Para tanto, a abordagem para esta problemática insurge em uma série de estudos sobre a população e o meio ambiente como o trabalho de Hogan (2005) que disserta a mobilidade populacional como fator de mudanças ambientes.De acordo com o autor é preciso identificar os ambientes em situações de risco, ou regiões ecologicamente frágeis (terras semi-áridas ou montanhosas, os trópicos úmidos, entre outras), para poder analisar as conseqüências socioambientais de movimentos da população.

Nessa trajetória de análise, Hogan (2005) aborda que o vínculo entre mobilidade populacional e ambiente, possui uma flecha causal que geralmente tem ido de população a ambiente (P→A), aonde os efeitos vão da concentração de população sobre a integridade ecológica do território. Como conseqüências do impacto ambiental o autor ressalta que:

Terra e água são os maiores exemplos da finitude dos recursos naturais. Mesmo que os avanços tecnológicos possam diminuir a quantidade de terra necessária para a produção de alimentos, não podem aumentar a superfície da Terra. E a água, elemento básico da vida, já mostra sinais de ter alcançado seus limites (HOGAN, 2005, p.324).

Em um estudo sobre o desmatamento, Bilsborrow e Hogan (1999) analisam sobre o ritmo e os padrões de assentamento, a mobilidade populacional e os fatores socioeconômicos que interferem nesse contexto. Turner (1998) descreve que o aumento no uso e cobertura da terra tem levado a mudanças ambientais significativas a nível global, com uma importante acentuação nas áreas tropicais.

Walker (1987) trata sobre o desflorestamento em países em desenvolvimento, que se produz pela indústria madeireira e agricultura. O aumento da demanda mundial de alimentos (especialmente no sudeste de Ásia) acelera o desflorestamento em zonas aptas para a agricultura moderna (por exemplo, a soja), ameaçando seriamente os ecossistemas, como as florestas tropicais amazônicas e subtropicais (GRAU e AIDE, 2008).

Falkenmark (apud TORRES e COSTA, 2000, p.43) retorna ao problema da água que "em escala global, a circulação da água entre o oceano, a atmosfera e os continentes constitui o mais fundamental de todos os sistemas que sustentam a vida". Desta maneira, o autor discute sobre as reservas e uso da água como limite a atividade humana. Portanto, a capacidade de suporte endógeno de uma região é dependente significativamente da água.

Para Falkenmark (apud TORRES e COSTA, 2000) muitos lugares utilizam de reservatórios/represas para controlar o uso da água, porém, essa estratégia no parece não atender a pressão populacional na maioria dos países, principalmente, os que se encontra em desenvolvimento.

Nunes (2003) comenta que o homem tem uma capacidade de perturbar o sistema ambiental, o que vem se evidenciando ao longo das últimas décadas, alterando o equilíbrio físico-químico do planeta, a superfície e a velocidade dos processos.Toda essa transformação é sentida de forma abrupta, causando impactos significantes como é o caso do aquecimento global.

Frente a esses dilemas Santil (2001) explica as mudanças ambientais foram determinantes para que vários pesquisadores e ambientalistas começassem a denunciar as conseqüências das agressões ao Meio Ambiente, onde a íntima relação entre equilíbrio ecológico e qualidade de vida das pessoas, era repassada por uso indevido dos recursos naturais.

6 - A POPULAÇÃO E O PAPEL QUE TEM NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Conforme Dias (2001) a preocupação como o meio ambiente, a princípio se limitava a um pequeno número de investigadores e defensores da natureza. Porém, os problemas advindos das ações humanas, começaram a ser notadas cada vez mais em todas as esferas da sociedade mundial.

Assim sendo, instituições privadas e públicas passaram a analisar todos os aspectos que compõem a questão ambiental, tais como: político, social, econômico, científico, tecnológico, cultural, ético; demográfico, etc. criaram-se uma reorientação e articulação de diversas disciplinas e experiências de modo a facilitar uma visão integrada ambiental.

O resultado dessa tomada de consciência ambiental vai implicar em uma série de conferências realizadas no sentido de consolidar uma política ambiental, no cenário internacional, tais como:

·Conferência de Moscou, 1987;

·Conferência de Jomtien, 1990;

·Conferência do Rio (ECO'92), 1992;

·Encontro Rio +05 -1997;

·Encontro das lideranças em Kioto -1998;

·Encontro Rio +10- Johannesburgo – 2002.

O objetivo de tais reuniões foi de chegar a um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e as atividades humanas sobre o meio ambiente. O importante da ótica de desenvolvimento sustentável foi de que (DIAS,2001, p.82-83):

[...] indivíduos e a coletividade pudessem compreender a natureza complexa do ambiente e adquirir os conhecimentos, os valores, os comportamentos e as habilidades práticas para participar eficazmente da prevenção e solução dos problemas ambientais; que se mostrassem, como toda clareza, as interdependências econômicas, políticas e ecológicas do mundo moderno, no qual as decisões e comportamentos dos diversos países poderiam produzir conseqüências de alcance internacional.

Desta maneira, em uma perspectiva demográfica o desenvolvimento sustentável vai se teorizar nas discussões sobre população e ambiente em referência a três aspectos (GSP, 2001):

1.Tamanho da população – crescimento, densidade, migração, urbano/rural, distribuição, idade / sexo, estrutura, etnia, e as taxas de fecundidade vital (mortalidade, morbidade, natalidade, etc.).

2.Planejamento familiar - saúde reprodutiva, que inclui o planejamento familiar e serviços de saúde reprodutiva, saúde da mulher e status, pré e pós-natal, etc.

3.Vulnerabilidade de determinados grupos de pessoas - bem-estar, saúde e educação.

O propósito da análise demográfica levantada nas conferências mundiais foi do "equilíbrio da população", considerando as mudanças na estrutura de idades, assim como no tamanho, complementadas nos componentes qualitativos, como a educação, gênero, combate a pobreza e saúde. Portanto, uma percepção da importância das pessoas como centro do desenvolvimento sustentável (GSP, 2001).

Com destaque a importante influência que exerce a condição das mulheres e jovens sobre os fatores determinantes para a transição demográfica e o alcance do desenvolvimento sustentável, como por exemplo, a participação da mulher em todos os níveis e nos processos de tomada de decisões sobre as questões ambientais e de população (UNITED NATIONS, 1997).

Outro marco estratégico é a erradicação da pobreza mediante um ordenamento racional do meio ambiente. O alcance da auto-suficiência e segurança dos alimentos e o uso eficiente e equitativo dos recursos hídricos são metas significativas para uma sustentabilidade ambiental (UNITED NATIONS, 1997).

Grau e Aide (2008) reforçam que a combinação de novas ameaças e oportunidades requer mudanças na forma de conservação dos ecossistemas. Por exemplo, o uso da terra deve ser analisado mais além do paradigma de agricultura intensiva e tradicional. É preciso programas de conservação a fim de minimizar a produção agrícola e preservar os serviços ambientais.

Enfim, destaca-se que os fatores humanos são elementos chave para ter-se em conta nessa intrincada rede de relações, que por sua vez demandam políticas integradas para o desenvolvimento sustentável. Essas políticas devem abordar as tendências atuais e os fatores demográficos, bem como do uso de recursos naturais (SEDAC, 1992).

Para tanto, requer-se de uma política populacional que reconheça o papel a ser desempenhado pelos seres humanos no meio ambiente.Assim sendo, impera uma necessidade de aumentar a consciência desta temática (população/meio ambiente) entre os tomadores de decisões em todos os níveis (política nacionais e internacionais) em um marco conceitual de informação científica e estratégica (SEDAC, 1992).

7 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

As considerações finais que se pode realizar neste trabalho, condizem a uma nova compreensão do papel da população no meio ambiente, onde é fundamental examinar atentamente diversos fatores entre os quais, a distribuição da população, a migração, os altos padrões de consumo e a urbanização que exercem pressões sobre o meio ambiente.

Conforme a literatura o que se pode notar é que existe um limite para o meio ambiente em termos da utilização dos recursos e de capacidade de suporte. Por exemplo, o consumo humano intensivo, compromete a disponibilidade dos recursos hídricos, a degradação do solo, leva ao desflorestamento, erosão do solo, e perda de biodiversidade, que por sua vez evidenciam um impacto da população humana cada vez maior sobre o meio ambiente.

Ainda é válido destacar que nessa seara é preciso estar-se atento as diferenças das vulnerabilidades dos grupos sociais. Nota-se que nas relações presentes entre o ambiente e as pessoas, alguns grupos são mais responsáveis pelos impactos ambientais, como também existem os são mais atingidos elas mudanças ambientais.

Examples include the rate of tree growth for timber harvesting, the available fresh water for irrigation and human consumption, and the time required for the recycling of organic waste.

Dessa forma, acredita-se que para que se alcançar um o desenvolvimento sustentável é necessário conjugar esforços de toda a sociedade, sem a exclusão de qualquer de seus segmentos, discutindo-se temas importantes como: explosão demográfica, controle da natalidade, desenvolvimento industrial, nova política educacional etc.

8 - REFERÊNCIAS

ALVES, José Eustáquio Diniz. A polêmica Malthus versus Condorcet reavaliada à luz da transição demográfica.Rio de Janeiro: Escola Nacional de Ciências Estatísticas, 2002.

______. A transição demográfica e a janela de oportunidade. São Paulo: Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, 2008.

ARAÚJO, Joyce Maria de; GUNTHER, Wanda Maria Risso. Riscos à saúde em áreas contaminadas: contribuições da teoria social.Saúde sociedade, v.18, n.2, p. 312-324, 2009.

BECK, U. From industrial to risk society: questions of survival, social structure and ecological enlightenment.TheoryCulture & Society, London, n.9, p.97-123, 1992.

BERQUÓ, Elza. Refletindo sobre as questões populacionais neste final de século. Novos Estudos, n.55, p. 71-81, nov.1999.

BILSBORROW, Richard E.; HOGAN, Daniel Joseph (Orgs). Population and Deforestation in the Humid Tropics. Liége: IUSSP, 1999.

BROWN, L. R.; KANE, H.Full house: Reassessing the Earth's Population Carrying Capacity, Londres: Earthscan, 1995.

CAMARGO, Candido Procópio Ferreira. Política populacional no Brasil. Anais... 1982. Disponível em: <http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais /pdf/1982/T82V1A004.pdf>. Acesso em: 28 set. 2009.

CARVALHO, José Alberto Magno de; SAWYER, Diana Oya; RODRIGUES, Roberto do NascimentoIntrodução a alguns conceitos básicos e medidas em demografia. 2. ed. rev. São Paulo: ABEP, 1998.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

DIAS, Genebaldo F. Educação ambiental: princípios e práticas. 7. ed. São Paulo: Ed. Gaia, 2001.

EHRLICH, Paul R. The population bomb. New York: Ballantine Books, 1968.

______ et al. Food Security, Population and Environment.Population and Development Review, a. 19, n. 1, p.1-32, p. 1-32, 1993.

FEARNSIDE, Philip.M. Human carrying capacity in rainforest areas. Trends in Ecology and Evolution, v. 5, n.6, p.192-196, 1990.

FERRAZ, José Carlos de Figueiredo. Crescimento populacional, urbanização e desenvolvimento. São Paulo: EPUSP, 1991.

FRANCO, Tânia; DRUCK, Graça. Padrões de industrialização, riscos e meio ambiente.Ciência Saúde Coletiva, v.3, n.2, p. 61-72, 1998.

GLOBAL SCIENCE PANEL - GSP. Population in Sustainable Development. Oct./nov. 2001. Disponível em: <http:// www.populationenvironmentre search.org>. Acesso em: 25 set. 2009.

GRAU, H. Ricardo; AIDE, Mitchell.Globalization and Land-Use Transitions in Latin America. Ecology and Society , v.13, n.2, 2008.

HOBSBAWM, Eric J. Da revolução industrial inglesa ao imperialismo. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1969.

HOGAN, Daniel Joseph. Crescimento Populacional e desenvolvimento sustentável. Revista Lua Nova, n.30, p.58-77, 1993.

______. Mobilidade populacional, sustentabilidade ambiental e vulnerabilidade social. Revista Brasileira de Estudos de População, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 323-338, jul./dez. 2005.

HOGAN, Daniel Joseph; CUNHA, José Marcos Pinto; CARMO, Roberto Luiz, et.al. Urbanização e vulnerabilidade sócio-ambiental: o caso de campinas.In: HOGAN, Daniel Joseph et.al. (Orgs.). Migração e ambiente nas aglomerações urbanas. 1. ed. Campinas: MPC Artes Gráficas em papel, 2001. Vol. 1.

LIMA, Maria José A. Ecologia humana, realidade e pesquisa. Petrópolis: Vozes, 1984.

LUTZ, Wolfgang. Scenario Analysis in Population Projection. Working Paper WP-95-57. Laxenburg, Austria: IIASA, 1995.

MARTINE, George; GUZMAN, Jose Miguel;Population, poverty, and vulnerability: Mitigating the effects of natural disasters. Environmental Change & Security Project Report, n.8, p.45-68, 2002.

MANUAL Global de Ecologia. O que você pode fazer a respeito da crise do meio ambiente. 2. ed. São Paulo: Augustus, 1996.

MARANDOLA JR., Eduardo; HOGAN, Daniel Joseph.Natural hazards: o estudo geográfico dos riscos e perigos.Ambiente Social, v.7, n.2, p. 95-110, 2004.

MARTINE, G. População, meio ambiente e desenvolvimento: o cenário global e nacional. In: MARTINE, G. (org.). População, meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições. Campinas, Ed. da UNICAMP, 1993, p. 21-41.

MATOS, Ralfo; LIMA FILHO, Antônio Dornas de. Recurso demográfico, urbanização e desenvolvimento. R. RA´E GA, Curitiba, n. 12, p. 35-46, 2006.

MENDANHA, José Francisco; SILVA, Maria Lúcia de Sousa. As mudanças na composição populacional e os impactos ambientais na região centro oeste.São Paulo:Instituto Serrano Neves, 2004.

MUNFORD, L. A cidade na história. Belo Horizonte: Itatiaia, 1965.

NUNES, Lucí H. Repercussões globais, regionais e locais do aquecimento global. Terra Livre, São Paulo, a. 19, v.I, n. 20, p. 101-110, jan./jul. 2003.

RAZZOLINI, Maria Tereza Pepe; GUNTHER, Wanda Maria Risso. Impactos na saúde das deficiências de acesso a água.Saúde sociedade, v.17, n.1, p. 21-32, 2008.

SALVADOR, A.D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 11. ed. Porto Alegre: Sulina, 1986.

SANTIL, Fernando Luiz de Paula. Desenvolvimento de um protótipo de Atlas eletrônico as Unidades de Conservação para educação ambiental. 2001. Dissertação (Mestrado em Ciências Cartográficas) – Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2001.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Introdução a uma ciência pós-moderna. 3. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2001.

SCHULTZ, Wesley P. Environmental attitudes and behaviors across cultures. In: LONNER, W. J. et al.Online readings in psychology and culture (unit 8, chapter 4). Bellingham, Washington: Center for Cross Cultural Research, Western Washington University 2002.

SEDAC -Socioeconomic Data and Applications Center.Report of the United Nations conference on environment and development. Rio de Janeiro: SEDAC, 1992. Disponível em: <http://sedac.ciesin.columbia.edu/entri/texts/a21/a21-05-demographics.html>. Acesso em: 1 out. 2009.

SEN, Amartya.Population:delusion and reality.The New York Review of Books, p.62-71, 1994.

UNITED NATIONS. Progreso general alcanzado desde la celebración de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Medio Ambiente y el Desarrollo. Comisión Sobre el Desarrollo Sostenible, 7 a 25 de abril de 1997.

______. The sex and age distribution of populations: the 1998 revision. New York, 1999.

TORRES, Haroldo G. Desiguladade ambiental na Cidade de São Paulo. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.

______; CUNHA, José Marcos Pinto da.População sujeita a riscos de inundação:o caso de Campinas.Anais... doIX Encontro de Estudos Populacionais, Caxambú/MG, Associação Brasileira de Estudos Populacionais, 1994.

______; COSTA, Heloisa (orgs). População e meio ambiente: debates e desafios.São Paulo: Senac, 20002000.

TURNER, P.W. Constitutional orders and deforestation:a cross-national analysis of the humid tropics. 1998. Thesis (Doctorate in Philosophy), Indiana University, Bloomington, 1998.

VERMELHO, Leticia Legay; MONTEIRO, Mario F. G. Transição demográfica e epidemiológica.In: MEDRONHO, Roberto A. (Org.). Epidemiologia, Rio de Janeiro, v. 1, p. 91-103, 2002.

WALKER, R. T. Land use transition and deforestation in developing countries. Geographical Analysis, v. 19. n. 1, p.18-30, 1987.



Leia mais em:http://www.webartigos.com/artigos/crescimento-populacional-e-desenvolvimento-sustentavel/33266/#ixzz2NtI0b9w2

domingo, 17 de março de 2013

Cientistas comemoram descoberta de possível Bóson de Higgs


Físicos brasileiros que participam do projeto do Cern afirmam que descoberta histórica é só o começo e não descartam possibilidade de novo modelo que explique a origem do universo
Maria Fernanda Ziegler iG São Paulo | 04/07/2012 07:58:21 - Atualizada às 05/07/2012 11:38:51


Fabiola Gianotti, porta-voz do ATLAS, e Joe Incandela, porta-voz do CMS, examinam os resultados de seus experimentos durante seminário no Cern. Foto: AP

Físicos afirmam que o anúncio desta quarta-feira (4) de que pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) observaram uma nova partícula subatômica com características semelhantes ao Bóson de Higgs 
marca a história da Física e promete ser o início de novas descobertas sobre a origem do universo.
A partícula comprovaria o modelo teórico que explica por que algumas partículas têm massa e outras não, uma etapa importante para entender a origem do Universo.
"Estamos agora entrando na era da medição de Higgs e isto é só o começo,” disse Fabiola Gianotti, porta-voz da equipe ATLAS, um dos dois grupos do Cern que buscam o bóson, durante a apresentação dos resultados hoje em Genebra, na Suíça.

Pesquisadores que madrugaram para acompanhar a apresentação do Cern em um evento na Unesp (Universidade Estadual Paulista) na capital paulista afirmaram que esta seria a maior descoberta na física de partículas dos últimos 45 anos, desde que o modelo foi teorizado.
Sergio Novaes, que em 1982 publicou um trabalho sobre como seria possível descobrir o Bóson de Higgs, estava emocionado. "Eu não tenho muita dúvida de que em termo de física de partícula é o evento mais importante dos últimos anos e espero que seja só o começo de novas descobertas", disse o brasileiro, líder do SPRACE, projeto da Unesp que armazena e analisa dados do CMS no Brasil, que está em uma conferência na Austrália pelo Cern. O CMS é o outro grupo do Cern que analisa os dados do acelerador de partículas do Cern, o Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC).
"Também me admirou o anúncio do Cern, pois esperava que ele fosse ser mais cauteloso ao invés de seguir a tendência do Atlas e do CMS,” disse. Novaes afirma que com medições tão convincentes dos dois grupos, não há mais como recuar sobre a existência da nova partícula.

AFP
Ilustração mostra colisão de prótons medida pelo CMS na busca do bóson de Higgs

Comprovação de teorias
Inicialmente, na teoria da física das partículas não existia o conceito de massa, porém se observava em laboratório que as partículas como os elétrons e prótons de um átomo tinham massa. Era, portanto, importante que se tivesse uma teoria que explicasse a geração de massas, como o mecanismo de Higgs.
Desde o começo da formulação desta teoria, na década de 1960, novas partículas foram descobertas, como os quark. A única partícula que faltava fechar este círculo de descobertas era o Bóson de Higgs.
"Agora temos evidências de que existe de um Bóson de Higgs. Ela é bem coerente com a teoria, porém, para que se possa dizer que isto é realmente o Higgs será necessário analisar todos os canais de decaimento e medir todos eles. Estas probabilidades deverão ser explicadas por cálculos a partir do Modelo Padrão. Então este não é o fim do caso. É um trabalho que ainda vai levar mais alguns anos" disse Hélio Takai, físico do Brookhaven National Laboratory, nos Estrados Unidos.
O pesquisador afirma que se a nova partícula for realmente o Bóson de Higgs, como parece ser, a descoberta vai permitir a exploração de outras teorias e prever a existência de outras partículas.
O LHC vai funcionar até o fim de 2012 com oito TeV de energia usada para produzir as colisões de prótons. Em 2013, ele ficará paralisado para manutenção e aumento de sua potência e voltará a funcionar em 2014 com 14 TeV. Isto aumentará a precisão das análises.
Pedro Mercadante, um dos integrantes do Sprace (Centro de Análise de São Paulo, grupo experimental da Unesp que integra o CMS), explica que o modelo padrão apresentado por Higgs não explica uma série de questões, como a gravidade por exemplo, mas prevê a existência do Bóson de Higgs até altas quantidades de energia, como o Big Bang, por exemplo.

"Este modelo não consegue explicar tudo. Ele não inclui uma série de questões como a gravidade, por exemplo. Por isso acreditamos, que os estudos do Cern podem criar novos modelos", disse. “A sensação do anúncio é de que estamos apenas no começo, pois ninguém garante que o modelo padrão proposto por Higgs seja verdadeiro, embora ele seja o mais bem sucedido em explicar a geração de massa”.